Kim Jong un, líder da Coreia do Norte, tem feito repetidos testes com misseis balísticos e gerado tensão com os EUA
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Kim Jong un, líder da Coreia do Norte, tem feito repetidos testes com misseis balísticos e gerado tensão com os EUA

O vice-embaixador da Coreia do Norte na Organização das Nações Unidas (ONU), Kim In Ryong, afirmou, nesta terça-feira (17), que "uma guerra nuclear pode começar a qualquer momento". A declaração foi dada pelo diplomata durante uma reunião do comitê de desarmamento da Assembleia Geral da ONU.

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Kim In Ryong também acusou os Estados Unidos de boicotarem o tratado contra a proliferação nuclear assinado em julho por 122 países. "Todo o continente americano está dentro de nosso alcance de disparo, e se os Estados Unidos se atreverem a invadir nosso território sagrado, uma polegada sequer, não escaparão de punição severa em qualquer parte do globo", ameaçou o vice-embaixador da Coreia do Norte .

O diplomata norte-coreano garantiu que "apoia a eliminação total das armas nucleares", mas que isso depende de os Estados Unidos "pararem de ameaçar e chantagear" Pyongyang.

No último domingo (15), o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, já havia dito que as tentativas de resolver a crise durariam "até a primeira bomba cair" . Em visita a Tóquio, no Japão, o vice de Tillerson, John Sullivan, afirmou que os Estados Unidos não excluem a possibilidade de negociar diretamente com o país norte-coreano, mas alertou que é preciso "se preparar para o pior" caso a diplomacia fracasse.

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Nos próximos dias 7 e 8 de novembro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai à Coreia do Sul , para cumprir uma das etapas de sua primeira visita à Ásia. O tour pelo continente acontecerá entre os dias 3 e 14 do mesmo mês.

Clima tenso

Desde o início do seu mandato como presidente dos Estados Unidos, Trump vem trocando ameaças com o líder norte-coreano, Kim Jong-un. A principal crise entre eles acontece por causa do programa nuclear e balístico do país asiático.

A crise e o comportamento irascível dos dois líderes levantaram temores de uma guerra na península coreana, cenário que seria devastador não apenas para Pyongyang, mas também para a Coreia do Sul, uma das principais aliadas dos norte-americanos na Ásia.

Nesta semana, o vice-embaixador da Coreia do Norte afirmou, na ONU, que nenhum país ficou sujeito a uma ameaça atômica americana por tanto tempo. No Japão, o vice-chanceler dos Estados Unidos não descarta diálogo direto.

* Com informações da Ansa

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