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iG São Paulo
Donald Trump fez uma demonstração de força para Kim Jong-un nesta terça-feira, na península coreana

Enquanto rumores sustentam que a Coreia do Norte esteja se preparando para um lançamanto de múltiplos mísseis nas próximas semanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, resolveu realizar uma demonstração de força ao regime de Pyongyang. Para isso, dois jatos bombardeiros supersônicos dos Estados Unidos sobrevoaram a península ao lado de caças da Coreia do Sul.

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Os jatos do governo de Donald Trump  partiram na tarde da última terça-feira (10) de Guam – território ultramarino norte-americano já ameaçado por Kim Jong-un – e entraram na chamada Zona de Identificação de Defesa Aérea Coreana (Kadiz) por volta de 20h50, no horário local.

De acordo com o Comando do Estado-Maior de Seul, os bombardeiros norte-americanos B-1B simularam ataques ar-terra no Mar do Japão com dois aviões militares sul-coreanos modelo F-15K. Depois disso, os jatos fizeram manobras na parte ocidental do Mar Amarelo e ficaram na região da península por cerca de três horas.

Recorrência

Esses mesmos caças bombardeiros já haviam feito demonstrações de força, em atividades similares, ao lado da Aeronáutica do Japão. Essas manobras, na época, foram definidas pelos Estados Unidos como "missões bilaterais nas proximidades da Coreia".

Em julho, os mesmoas caças sobrevoaram a península após o disparo de um míssil intercontinental por Pyongyang .

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Movimentações, porém, parecem estar acontecendo em ambos os lados da moeda. Afinal, segundo a imprensa local, militares norte-americanos e sul-coreanos detectaram o transporte de 30 foguetes Scud para a cidade de Nampo, que abriga o maior porto da Coreia do Norte.

A movimentação pode indicar a preparação para um possível lançamento múltiplo de mísseis de curto alcance.

Ameaça de Kim Jong-un

Existe a expectativa de que Kim Jong-un ordene novos disparos em 18 de outubro, quando deve começar o 19º congresso do Partido Comunista da China. O lançamento simultâneo de foguetes seria incomum, mas não inédito. Em março de 2014, por exemplo, Pyongyang disparou 71 mísseis em uma única semana.

Essa seria uma forma de a Coreia do Norte mostrar que é capaz de diferentes tipos de ameaças, após o país ter passado os últimos meses concentrado em projéteis balísticos de longo alcance e testes nucleares.

Donald Trump não chegou a comentar as manobras da aeronáutica norte-americana.

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* Com informações da Agência Ansa.

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