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Página na rede social traz fotos, nomes e origem dos simpatizantes da "supremacia branca" que participaram de marchas neste fim de semana; veja

Três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após as manifestações pela
Reprodução/Twitter
Três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após as manifestações pela "supremacia branca" nos EUA

Dois dias depois dos protestos pela "supremacia branca" realizados na cidade de Charlottesville, no estado da Virgínia, em que ultranacionalistas, com inclinação racista e nazista, reclamaram o direito de uma ‘América para os brancos’, internautas contrários ao movimento decidiram se unir e expor os nomes das pessoas que participaram das marchas na sexta-feira (11) e no sábado (12).

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Um perfil no Twitter com o nome “Yes, you are racist” (“Sim, você é racista”, em português), criado em 2012, foi transformado em página divulgadora de nomes, fotos e informações sobre os diversos participantes das manifestações pela " supremacia branca " nos Estados Unidos, no último fim de semana. Na página, internautas se reuniram para dar visibilidade às mensagens de intolerância e racistas dos simpatizantes da “supremacia racial branca”.

Três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após as manifestações dos últimos dias no estado. James Fields, um motorista de 20 anos e “admirador de Hitler ” atropelou diversos ativistas antirracismo e antifascismo que marchavam no sábado contra o movimento chamado “União da Direita”. Durante o atentado, Fields atingiu e matou a ativista Heatlher Heyer, de 32 anos.

Onda conservadora

Segundo analistas norte-americanos, os protestos realizados em Charlottesville expõem a força que a extrema-direita ganhou nos últimos meses. Desse modo, os confrontos entre os integrantes da “União da Direita” e os grupos antifascistas acabam revelando um alto grau de intolerância e violência que cresce no país.

Durante os protestos, os simpatizantes da supremacia branca utilizaram de símbolos ligados ao nazismo, ao movimento dos confederados e da Ku Klux Klan . Por exemplo, algumas pessoas carregaram bandeiras dos Confederados, usada no século 19 pelos estados do Sul do país que desejavam se separar do Norte porque discordavam da abolição da escravatura. Além disso, foram utilizadas tochas em referência ao KKK, entidade banida nos EUA, que lutou contra o movimento de direitos civis liderado por Martin Luther King Jr. nos anos 1970.

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Do outro lado, protestaram grupos liberais antissexistas, pró-imigrantes e integrantes do “Black Lives Matter” (Vida dos negros têm valor, em tradução para o português), movimento conhecido pelas marchas em defesa dos negros no país nos últimos anos.

Segundo jornalistas e testemunhas que acompanharam a marcha desse fim de semana, houve dificuldade da polícia em coibir a violência verbal e física dispensadas nos protestos. Com tudo isso, a preocupação em relação ao crescimento da onda conservadora de extrema-direita é crescente.

O general H.R. McMaster, conselheiro de segurança do governo, também disse no domingo que o conflito de sábado em Charlottesville foi um “ato de terrorismo ”.

Críticas ao silêncio de Trump

Depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , ser criticado por não ter sido mais “direto” em suas críticas sobre os confrontos em Charlottesville, neste sábado (12), a Casa Branca afirmou neste domingo (13) que ele estava condenando todas as formas de violência, intolerância e ódio, incluindo os atos dos simpatizantes da supremacia branca.

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De acordo com a agência de notícias “Reuters”, o porta-voz da Casa Branca afirmou que o presidente disse “de maneira muito forte” que condena a violência vista na manifestação realizada a favor da “supremacia branca”, além de ter pedido pela união nacional. Trump foi criticado por ter incluído a revolta dos antifascistas em suas declarações sobre o ocorrido.

 *Com informações da Agência Brasil

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