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Depois de ter ficado dois dias sem abrir as portas, a Esplanada das Mesquitas voltarão a receber visitantes e locais, mas com novas medidas de segurança

Em Jerusalém, a mesquita foi reaberta para mulçumanos locais e visitantes
AP
Em Jerusalém, a mesquita foi reaberta para mulçumanos locais e visitantes

Depois de mais de 48 horas com as portas fechadas, a Esplanada das Mesquitas de Jerusalém foi reaberta neste domingo (16). Depois do ataque na última sexta-feira (14), na Cidade Antiga, foram instalados detectores de metal como uma das medidas de segurança ordenadas pelo governo.

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"[A mesquita de] Al Aqsa foi reaberta para muçulmanos residentes em Jerusalém e visitantes", declarou o porta-voz da polícia israelense, Micky Rosenfeld, à agência de notícias EFE. O representante também indicou que "o acesso ao Monte do Templo [denominação judaica para a Esplanada das Mesquitas] será permitido gradualmente".

As providências, como o fechamento do recinto, correspondem a uma resposta ao ataque de sexta-feira próximo ao Portão dos Leões da Cidade Antiga, no leste ocupado de Jerusalém, onde três árabes-israelenses abriram fogo contra dois agentes da polícia de Israel. Os agressores foram mortos por disparos das forças de segurança, e os policiais também foram a óbito posteriormente, por conta dos ferimentos graves.

Reabertura

Hoje, após a reabertura, funcionários do Waqf - autoridade do patrimônio islâmico que responde pela segurança do recinto sagrado - se negaram a passar pelos detectores de metal, segundo informou a porta-voz policial Luba Samri em um comunicado. Em nota, ela ressaltou que "não haverá discriminação por idade" para permitir a entrada ao recinto.

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Uma emissora de rádio do Exército informou que o ministro de Segurança Pública de Israel, Gilad Erdan, indicou, horas antes, que alguns dos portões destinadas ao acesso dos muçulmanos "continuarão fechados hoje" e acrescentou que pretende instalar detectores de metal "o mais rápido possível".

"As portas [com detectores] servirão para prevenir qualquer ataque como o de sexta-feira", afirmou Rosenfeld, que reconheceu não saber ainda o número exato de dispositivos instalados, mas confirmou que Israel aumentará as unidades policiais nos arredores da Esplanada e na Cidade Antiga, além das câmeras de vigilância.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que "tomaria todas as ações necessárias para manter a segurança no Monte do Templo".

A ampla esplanada abriga a Mesquita de Al Aqsa e o santuário do Domo da Rocha, e é considerada o terceiro lugar mais sagrado do islã, enquanto que é o primeiro para o judaísmo, que o denomina como Monte do Templo e em cujos pés fica o Muro das Lamentações.

*Com informações da Agência Brasil

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