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Presidente norte-americano usou o Twitter para confirmar o acordo com seu homólogo russo; eleitores e políticos se mostraram contrários ao anúncio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou neste domingo (9) sua conta no Twitter para comentar pela primeira vez o encontro com seu homólogo russo, Vladimir Putin, na sexta-feira (7). Entre declarações sobre a trégua na Síria e sobre a necessidade de trabalhar "construtivamente" com o Kremlin, Trump confirmou as informações de que os dois países se unirão para criar um grupo de cibersegurança.

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"Putin e eu discutimos como formar uma unidade de cibersegurança impenetrável. Então aquela hacking das eleições e outras coisas negativas, ficarão guardadas e seguras. Perguntas foram feitas porque a CIA e o FBI pediram 13 vezes ao DNC por seus servidores e foram rejeitadas e ainda não tem isso", disse Trump ao se referir sobre o caso do suposto ataque hacker nas eleições norte-americanas do ano passado.

Vladimir Putin e Donald Trump se reuniram durante a cúpula do G20 em Hamburgo, na Alemanha
Reprodução/Twitter
Vladimir Putin e Donald Trump se reuniram durante a cúpula do G20 em Hamburgo, na Alemanha

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O republicano ainda voltou a acusar o ex-presidente Barack Obama de "não ter feito nada" quando recebeu essa informação. No entanto, o que era para ser uma grande notícia, virou motivo de ironias nas redes sociais tanto de usuários como de políticos norte-americanos.

Além do fato de querer criar uma unidade com os russos, formalmente acusados pelo FBI de interferir nas eleições, eleitores e políticos norte-americanos não ficaram satisfeitos ao saber que o ministro de Relações Exteriores do governo russo, Serghei Lavrov, teria "aceitado" as explicações de que Moscou não interferiu no resultado das eleições presidenciais norte-americanas.

"É como convidar a Coreia do Norte a fazer um acordo de não proliferação de armas nucleares", disse o deputado democrata Adam Schiff. Ainda sobre a declaração do presidente, o senador republicano Marco Rubio disse que "fazer uma unidade de cibersegurança com Putin é como coloborar com [o presidente da Síria, Bashar Al] Assad sobre uma unidade para armas químicas".

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O escritor Matt Haig também ironizou o anúncio feito por Trump. "Eu digo, geralmente, as pessoas se sentem mais seguras se as pessoas acusadas de uma coisa não sejam as responsáveis por arrumar a coisa", disse. Outros usuários do Twitter entraram na onda  e chegaram a dizer que "era uma pena que Bin Laden morreu porque Trump poderia fazer uma parceria com ele para lutar contra o terrorismo".

* Com informações da Ansa.

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