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Reuniões entre líderes das 20 maiores potências mundiais são cercadas por atos violentos com confrontos entre manifestantes e a polícias alemã

Cerca de 22 mil pessoas se reuniram neste sábado (8) no centro de Hamburgo, na Alemanha, para um novo protesto durante o encontro do G20, evento que reúne líderes das 20 maiores potências mundiais. De acordo com a agência de notícias "DPA", os dias de reuniões entre chefes de Estado foram marcados pela violência em atos que opuseram manifestantes de esquerda e a polícia alemã.

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Segundo informações da polícia local, ao menos 213 policiais ficaram feridos e 265 manifestantes foram presos de 22 de junho, quando as atividades contra as reuniões do G20 começaram, até o momento. As autoridades afirmaram não ter números concretos em relação ao número de manifestantes feridos. Ainda segundo a "DPA", operações de limpeza estão sendo realizadas neste sábado em toda a cidade, após uma série de atos violentos em protesto violentos na sexta-feira (7).

Manifestação reuniu cerca de 22 mil pessoas no centro de Hamburgo; movimentos tentam se distanciar de atos violentos
Focke Strangmann/Agência Lusa/EPA
Manifestação reuniu cerca de 22 mil pessoas no centro de Hamburgo; movimentos tentam se distanciar de atos violentos

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Na ocasião, manifestantes saquearam supermercados e lojas, ergueram barricadas, atearam fogo a latas de lixo e atacaram viaturas. Ao todo, 77 foram levadas à delegacia somente na sexta. Os policiais, por sua vez, foram filmados por redes de televisão entrando à força em edifícios e ocupando telhados enquanto helicópteros com holofotes circulavam sobre o distrito de Schanzenviertel, centro dos protestos anticapitalismo.

O porta-voz da polícia de Hamburgo, Timo Zill, que foi atingido por manifestantes, mas conseguiu escapar em uma ambulância, disse ao jornal alemão "Bild" que as forças de segurança da região "nunca passaram por esse nível de ódio e violência". Já os organizadores das manifestações, como os grupos que se reúnem no teatro Rote Flora e o grupo ativista antiglobalização Attac, têm buscado se manter distantes de atos violentos.

Andrea Blechschmidt, do Rote Flora, disse à emissora pública "NDR" que os protestos "tomaram vida própria". "Achamos que isso está errado, tanto politicamente como em termos de seu conteúdo", disse. "A manifestação tem a ver com deixar claro que os líderes do G20 são responsáveis pela guerra e a fome no mundo, e não com atear fogo a filiais (de supermercados) ou carros de moradores", disse Blechschmidt.

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Os episódios violentos tiveram início no protesto de quinta-feira (6) conhecido como "Bem-vindo ao Inferno". Embora as manifestações sejam sobretudo contra o G20, em diversos momentos, se tornaram uma questão de enfrentamento da polícia.

* Com informações da Agência Brasil.