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Reprodução/ Facebook/ Donald Trump
Ataque à Síria foi orientada por Donald Trump na semana passada, uma das mais polêmicas decisões do republicano

Quando você é presidente, aparentemente ganha o direito de fazer coisas como comer bolo de chocolate enquanto manda o Exército atacar outros países. Pelo menos é o que Donald Trump disse estar fazendo na ação mais recente – e polêmica – de seu governo.

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Em uma entrevista ao canal de TV “Fox News”, Donald Trump disse que contou ao presidente chinês Xi Jinping, que estava visitando os Estados Unidos na ocasião, sobre o ataque à base aérea na Síria enquanto comiam “o mais belo pedaço de bolo de chocolate que você pode imaginar” no clube privado do mandatário norte-americano na Flórida. Ainda nas palavras do mandatário norte-americano, o líder comunista chinês estava adorando a sobremesa.

"Eu estava sentado na mesa. Nós tínhamos terminado o jantar. Nós estávamos comendo a sobremesa. Nós estávamos comendo o pedaço de bolo de chocolate mais lindo que você já viu [mostrando com as mãos o tamanho do pedaço], e o presidente Xi estava gostando”, afirmou.

Momentos depois, ele teria recebido uma mensagem dos generais norte-americanos que dizia que os navios estavam preparados, questionando a Trump o que ele gostaria que fosse feito.

“Nós ordenamos o ataque, então os mísseis estavam a caminho. E eu falei: senhor presidente, deixe-me explicar-lhe uma coisa. Isso foi durante a sobremesa. Nós acabamos de lançar 59 mísseis, que, por sinal, inacreditavelmente, a centenas de milhas de distância, todos atingiram o alvo, incrível. É muito incrível. É brilhante. É genial. Nossa tecnologia, nosso equipamento, é melhor que o de qualquer um multiplicado por cinco. Eu digo, olha, nós temos, em termos de tecnologia, ninguém nem chega perto de competir”, disse o presidente durante a entrevista.

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A jornalista da “Fox” ainda perguntou a ele qual havia sido a reação do presidente chinês quando foi avisado sobre o ataque à Síria. Segundo Trump, Xi Jiping ficou em silêncio durante alguns segundos, pedindo para que o intérprete repetisse o que ele havia acabado de ouvir – reação que, a princípio, considerou como um “mau sinal”.

"Aí ele me falou, qualquer um que use gases -você pode quase dizer ou qualquer outra coisa- mas qualquer um que fosse tão brutal e usasse gases para fazer aquilo contra crianças e bebês, é OK. Ele ficou OK com isso [os bombardeios contra a Síria]. Ele ficou OK."

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 O ataque à base aérea síria foi orientada por Donald Trump na semana passada, marcando uma das mais polêmicas decisões políticas do governo republicano desde o início de seu mandato. Os Estados Unidos acertaram o alvo com 59 mísseis Tomahawk, com a justificativa de ser uma retaliação ao ataque químico contra civis da Síria, no qual morreu dezenas de pessoas. Os EUA e o Reino Unido dizem que têm “provas fisiológicas” sobre a responsabilidade do presidente Bashar al-Assad e do uso de sarin contra inocentes.

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