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Juiz norte-americano ordenou o bloqueio temporário da medida, em vigor desde 27 de janeiro; até o anúncio, 60 mil pessoas tiveram vistos suspensos

O Departamento de Estado dos Estados Unidos suspendeu, neste sábado (4), o veto assinado pelo presidente Donald Trump que proíbia a entrada de imigrantes provenientes de países da maioria muçulmana. O Departamento de Segurança afirmou que deixará de realizar ações para cumprir a ordem de Trump. O anúncio foi feito após o juiz federal da cidade de Seattle (Washington), James Robart, ordenar o bloqueio temporário da medida , que estava em vigor desde 27 de janeiro. 

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Até a suspensão do decreto de Donald Trump, cerca de 60 mil imigrantes  tiverem seus vistos suspensos temporariamente. Com o anúncio, os documentos voltarão a ter validade, caso não tenham sido cancelados com um carimbo. O veto era válido para pessoas de sete países – Iraque, Síria, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen–, e proibia a entrada nos EUA durante 90 dias. O texto ainda previa impedimento para refugiados durante 120 dias e, probição indeterminada para refugiados sírios.

Veto de Donald Trump era válido para imigrantes de sete países: Iraque, Síria, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen
Twitter/Reprodução
Veto de Donald Trump era válido para imigrantes de sete países: Iraque, Síria, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen

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De acordo com o jornal norte-americano "The Washington Post", o juiz afirmou, em sua decisão, que a corte "deve intervir para cumprir seu papel constitucional em nosso governo tripartite". Tribunais de outros estados também publicaram medidas para suspender o decreto de Trump, mas a ordem de Robart foi a mais abrangente. Trump usou sua conta no Twitter para comentar a determinação. "A opinião desse suposto juiz, que essencialmente leva a aplicação da lei para longe do nosso país, é ridícula e será anulada".

De acordo com a rede de notícias "CNN", a International Air Transportation Association, entidade que representa empresas de transporte aéreo, seguiu a determinação judicial e recomendou as companhias que seguissem procedimentos padrões, "como se o decreto não tivesse existido".

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Os aeroportos dos EUA viveram momentos de caos após o decreto por conta de filas, detenções de passageiros e comparecimento espontâneo de milhares de pessoas que protestaram contra a medida nas áreas de desembarque. Trump deverá apelar um tribunal superior para manter a validade do decreto sobre a entrada de imigrantes nos Estados Unidos.

* Com informações de Ansa e Agência Brasil. 

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