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O atentado terrorista que aconteceu em Paris na última sexta-feira deixou militares feridos e um suspeito baleado; neste sábado, espaço voltou a abrir

Procurador da Justiça de Paris confirmou o caráter “terrorista” do ataque dessa sexta-feira
Reprodução/Twitter
Procurador da Justiça de Paris confirmou o caráter “terrorista” do ataque dessa sexta-feira

Um dia após o atentado contra militares que aconteceu na entrada da galeria Carrossel, no Louvre, em Paris, o museu – que é um dos mais famosos do mundo – voltou a abrir suas portas, às 9h30 deste sábado.

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Com a chuva que atingia Paris nesse horário, poucos turistas se aventuraram a aguardar a abertura do museu na fila do lado de fora. No interior da galeria, onde ocorreu o atentado, já havia duas longas filas de espera.

Como de costume, policiais armados de fuzis e metralhadoras também vigiavam o movimento dos visitantes, que tiveram as bolsas vasculhadas antes de entrar no museu.

As medidas de segurança, que já estão em seu nível máximo por conta do estado de emergência na França, não foram reforçadas. As lojas da galeria abriram as portas normalmente.

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O ataque contra militares da Operação Sentinela, que visa justamente a prevenção de atentados, ocorreu nesta sexta (3) pela manhã. O suspeito, que ainda não foi formalmente identificado, seria Abdallah EI H. Ele atacou os agentes com duas facas, ferindo um deles levemente no couro cabeludo, mas foi neutralizado com tiros no abdômen. Durante a ação, as 250 pessoas que estavam no museu foram colocadas em salas seguras.

Aviso no Twitter

O procurador da Justiça de Paris, François Moulin, confirmou o caráter “terrorista” do ataque dessa sexta-feira. Abdallah EI H, 29 anos, foi identificado como sendo de nacionalidade egípcia. Ele chegou como turista em Paris no dia 26 de janeiro. Sua passagem de volta estava marcada para o dia 5 de fevereiro.

Abdallah pediu visto em outubro no consulado da França em Dubai. O documento foi obtido em menos de uma semana. Abdallah estava hospedado em um apartamento alugado perto da avenida Champs Elysée. No seu quarto, a polícia não encontrou indícios de propaganda jihadista.

O suspeito está internado e não corre mais risco de morte. A Justiça francesa ainda não sabe se ele agiu sozinho ou recebeu "ordens" de algum grupo terrorista. Entretanto, poucos minutos antes da ação, ele tuitou varias mensagens mencionando o grupo Estado Islâmico, "combatentes na Síria" e "combatentes de todo o mundo".

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Mais de 7,3 milhões de pessoas, sendo que 75% são estrangeiros, visitaram o museu do Louvre, em Paris, no ano passado, uma queda de cerca de 15% em relação a 2015.

* Com informações da Agência Brasil.

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