Juiz autoriza desmatamento de mata atlântica em área em tombamento em São Paulo
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Juiz autoriza desmatamento de mata atlântica em área em tombamento em São Paulo

A área em questão foi adquirida pela Viver Incorporadora e Construtora, que passou a ser  proprietária dos 63 mil m² de mata atlântica na região. Com isso, a empresa passou a ter o direito de derrubar a vegetação local para construir condomínios de alto padrão.

O magistrado também pediu à prefeitura de São Paulo que "deixe de criar embaraços à implantação do empreendimento".

O Ministério Público entrou com recurso para barrar a decisão e alega que "é comum o cidadão obter um alvará de demolição e no dia seguinte o local ser objeto de abertura de tombamento e, não há contestação em relação a isso, não há como ele invocar o direito de demolir. É a mesma situação do presente caso".

O órgão público afirma, ainda, que "não pode o magistrado, sem o devido processo legal, desconstituir uma decisão de abertura de processo de tombamento".

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A Viver Incorporadora foi procurada pela reportagem da Folha de S.Paulo e afirmou que recinhece"novamente a validade do processo administrativo e das licenças concedidas para continuidade do empreendimento no local. Além disso, a companhia realizou o plantio de mais de 5.000 mudas de espécies padrão Depave, entregou mais de 12 mil exemplares arbóreos para o viveiro Municipal Manequinho Lopes e converteu cerca de 13 mil mudas de árvores em obras de reforma e ampliação da escola municipal de astrofísica do Parque do Ibirapuera".


O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), publicou em suas redes sociais em resposta a uma postagem da associação SOS Jardim Alfomares, que é preciso ter "um diálogo com o empreendedor e, uma opção, oferecer potencial construtivo".

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