Vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB)
Alan Santos/PR
Vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB)

Nesta terça-feira (18), o  vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) disse que o Brasil "não aguenta mais" ser visto como "vilão ambiental". O discurso se deu na abertura do 2º Simpósio Amazônia 2021, do Instituto Sagres.

"O país não aguenta mais ser enxovalhado e rotulado de vilão ambiental, por conta de erros cometidos no passado, na ocupação da Amazônia", afirmou Mourão.

O presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal (Cnal), disse que o país sofre ataques "habilmente orquestrados por grupos políticos e econômicos", a quem convém manter o país "apossado na defensiva". De acordo com ele, esses grupos justificam as ações na região, como se fôssemos "maus inquilinos da propriedade alheia".

Mourão  também afirmou que as falhas do Brasil na questão ambiental ocorreram após o país ter "abandonado" o projeto sustentável da época do golpe de 1964. "Era um projeto de Estado, que originalmente previa a ocupação ordenada, gerando um 'arco de humanização' que protegeria a floresta, com um desflorestamento controlado, utilização racional do solo e subsolo, bem como biodiversidade. Se ao longo dos governos subsequentes, esse governo tivesse sido encarado como de estado, teríamos resultados sustentáveis", disse.


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Ao falar sobre o desmatamento na região da Amazônia, o vice-presidente disse que as pessoas que "cortam árvores e utilizam o fogo" no local não são criminosos, mas fazem isso porque "precisam ganhar a vida de alguma forma".

Além disso, Mourão afirmou que o caminho para combater o desmatamento não é o da "mera repressão das atividades ilegais, nem o da sua preservação como um gigantesco combo de jardim botânico e zoológico", como pensam muitas pessoas.

Para ele, o caminho é "deixar de lado os mitos e a histeria sobre a região e suas perspectivas de desenvolvimento". A proposta, no entanto, é "ambiciosa e exige fôlego, vontade política e união e esforço conjugado do governo federal, governo estaduais e sociedade civil organizada", segundo ele.

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