Noite em Caracas, a cidade mais violenta do mundo, está ficando cada vez mais vazia
BBC World Service
Noite em Caracas, a cidade mais violenta do mundo, está ficando cada vez mais vazia






A cidade de Caracas, capital da Venezuela, amanheceu, neste sábado (3), contabilizando os estragos do ataque dos Estados Unidos, que resultou na captura do presidente do país, Nicolás Maduro. Alvo de bombardeiros de um país estrangeiro durante a madrugada, a cidade também é conhecida por intensos conflitos internos, que a classificou como um dos locais mais perigosos do mundo pela Organização das Nações Unidas (ONU). 

Caracas registrou um dos maiores crescimentos populacionais do planeta nas últimas décadas. Hoje, a capital venezuelana tem cerca de 1.943.900 habitantes e aproximadamente 3.015.110 na região metropolitana. 

A vida noturna de Caracas
BBC
A vida noturna de Caracas





Localizada no extremo norte do país, a cidade quase atinge os limites do litoral do Caribe. No entanto, mesmo próxima a regiões e praias paradisíacas, Caracas foi eleita pela Forbes Advisor como o local mais inseguro do mundo para turistas. 

De acordo com relatório da ONU, a cidade está entre as três mais perigosas do mundo perdendo apenas para Pietermaritzburg e Pretória, na África do Sul. 

O Observatório Venezuelano da Violência estima 48,2 mortes violentas por 100.000 habitantes em 2024, impulsionadas por roubos à mão armada, sequestros de veículos, guerras territoriais entre gangues e frequentes confrontos com a polícia. 

Protestos na Venezuela acontecem após a vitória de Maduro
Reprodução
Protestos na Venezuela acontecem após a vitória de Maduro


Gangues controlam bairros nas encostas, comandando esquemas de sequestro para resgate e extorsão que se estendem a bairros de classe média. Apagões frequentes e a escassez de dinheiro encorajam criminosos que se aproveitam das ruas escuras e das filas nos caixas eletrônicos.

O alerta de nível 4 "Não viaje" do Departamento de Estado dos EUA cita os riscos generalizados de homicídios, sequestros e detenções ilegais, reforçando a reputação de Caracas como uma zona proibida para estrangeiros

Ataques começaram nesta madrugada
Reprodução/X
Ataques começaram nesta madrugada


Ataque e captura da Maduro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou como "brilhante"a operação que capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a esposa dele, na madrugada deste sábado (3), em Caracas. Segundo Trump, o casal foi retirado do país após o ataque de forças policiais norte-americanas.

Autoridades estadunidenses afirmam que a ação teve como objetivo desarticular ameaças à segurança regional e pressionar o governo venezuelano em meio a uma escalada diplomática e de sanções contra o regime de Nicolás Maduro.

O senador republicano Mike Lee, de Utah, conversou com o secretário de Estado Marco Rubio que disse que não espera "nenhuma ação adicional na Venezuela" agora que Maduro está sob custódia dos EUA.

A Procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, afirmou que  o presidente venezuelano, e sua esposa foram indiciados no Distrito Sul de Nova York. De acordo com Bondi,  Maduro será julgado nos EUA por crimes relacionados ao narcotráfico e posse de armas.


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