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Embora as inscrições sejam gratuitas, quem avança na seletiva precisa tirar dinheiro do bolso, principalmente em 8 capitais do País

João Amoedo arrow-options
Rovena Rosa/Agência Brasil
João Amoêdo, do Partido Novo, diz que dinheiro recolhido paga custos da seleção, já que a sigla não utiliza recursos públicos

Os interessados a concorrer às eleições municipais de 2020 pelo Partido Novo terão que passar por três etapas promovidas e orientadas pela Exec, consultoria especializada em recursos humanos.  Começa pela inscrição gratuita e continua com o processo seletivo que pode incluir taxas que variam entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.

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 Em oito das principais capitais do Pais são cobrados os valores mais altos pelo Partido Novo . São elas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza e Recife. No restante dos municípios, o valor cai pela metade. Quem for concorrer a cargos do Legislativo pagará taxas menores.

O fundador do Novo, João Amoêdo , diz que o novo processo de seleção dos candidatos é uma evolução em relação aos anteriores porque ficou mais professional, avaliando se as pessoas estão aptas a concorrer para que o partido tome a decisão final.

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Ainda conforme Amoedo, não há possibilidade das escolhas se tornarem excludentes diante dos valores cobrados, uma vez que ele acredita que as pessoas com talento para administração pública dispõem das quantias. “É difícil imaginar que alguém com competência para ser prefeito de uma grande cidade não tenha R$ 4 mil. Espera-se experiência de vida e gestão de si próprio”,  comenta Amoêdo.

“ Tivemos candidatos a vereador que arrecadaram a taxa, porque eram importantes para um grupo”,  justifica Amoêdo, do Partido Novo , acrescentando que o dinheiro recolhido paga custos da seleção, uma vez que a sigla não utiliza recursos públicos.