
A cidade de São Paulo fica abaixo da média do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e aparece entre os piores desempenhos na avaliação da educação básica divulgada pelo Ministério da Educação, nesta quarta-feira (5).
O levantamento, que considera somente os anos iniciais do Ensino Fundamental das redes municipais de ensino, mostra que a capital registrou nota geral de 5,8, ocupando a 18ª posição entre as capitais brasileiras. Ficando abaixo da média nacional, que foi de 6,1, e apenas um ponto acima de Natal (RN), a última colocada, que marcou com 4,8.
A pesquisa, considerada como o principal termômetro da qualidade da educação no país, mostra que São Paulo não conseguiu acompanhar o avanço de outras cidades, ficando atrás de Recife, Aracaju, Macapá, São Luís, Fortaleza, Cuiabá, Boa Vista, Rio de Janeiro, Palmas, Belo Horizonte, Vitória, Manaus, Goiânia, Florianópolis e Rio Branco. Capitais como Curitiba (PR) e Teresina (PI) lideraram o ranking com 6,9.
Rio Branco (AC) e Florianópolis (SC) também chamaram atenção por conquistas expressivas: a primeira, por alcançar o terceiro melhor resultado mesmo com baixa renda per capita; a segunda, por registrar o maior salto entre edições, com crescimento de quase um ponto.
Ensino estadual
Por mais que a cidade não tenha tido um desempenho positivo, a rede estadual de ensino ainda teve bons resultados; em todas as etapas avaliadas da educação básica, o estado de São Paulo conseguiu superar a média nacional. Nos primeiros anos do Ensino Fundamental, a nota alcançou 6,6, contra 6,3 da média brasileira. Já nos anos finais, o desempenho foi de 5,3, ligeiramente acima do índice nacional. No Ensino Médio, a pontuação ficou em 4,7, também 0,2 ponto superior ao resultado do país.
Apesar de estar sempre acima da média nacional, os números revelam uma tendência preocupante: conforme os estudantes avançam na trajetória escolar, os indicadores caem de forma contínua.
O Ideb
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica é utilizado pelo governo federal como uma das principais ferramentas para acompanhar a qualidade da educação no Brasil. A escala vai de 0 a 10 e apresenta o resultado da combinação do desempenho dos estudantes nas provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e as taxas de aprovação escolar.
O indicador então apresenta um diferencial justamente por não se limitar a medir somente o quanto os alunos aprenderam, mas também verifica se conseguem avançar de série sem repetência, reunindo em um único número informações sobre aprendizagem e fluxo escolar.
O Saeb, aplicado a cada dois anos, avalia estudantes do 2º, 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio em Língua Portuguesa e Matemática. As provas são realizadas em todas as escolas públicas e em uma amostra de instituições privadas. A partir dos resultados, são calculadas as proficiências médias de cada rede e de cada escola, que são transformadas em um indicador padronizado de aprendizagem.
Esse dado, somado às taxas de aprovação, compõem a nota final. Por reunir essas duas dimensões, o índice se consolidou como a principal referência para acompanhar a evolução da educação básica brasileira ao longo dos anos, permitindo identificar avanços, retrocessos e desigualdades entre diferentes regiões do país.