Escolas Rio
Ricardo Cassiano/Agencia O Dia
Volta as aulas das Escolas municipais, com agua de má qualidade e suposta greve de professores

O primeiro dia de aula na rede pública estadual já deu uma pequena mostra do que poderá vir neste ano letivo. Se já não bastasse a água com gosto de terra, que continua a provocar transtornos na rotina dos colégios, pais e alunos ainda se depararam com o início da greve dos professores nesta segunda-feira (10). Entre as reivindicações dos docentes estão reajuste de salários, fim das terceirizações e realização imediata de concurso público. As informações são do jornal O Dia .

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"No ano passado, alguns colegas repetiram de série por terem ficado muito tempo sem aula . Espero que este não seja o caso", disse a aluna Lorayne Moraes, do Colégio Estadual Souza Aguiar. Na unidade, outro problema é água que sai do bebedouro, ainda com gosto ruim. "Senti o mesmo gosto da torneira de casa. Parece terra", disse Ana Vitória.

Pai de Maria Fernanda, aluna do Colégio Estadual Júlia Kubitschek, Ângelo Loureiro apoia a causa dos professores , porém, sente receio em relação ao restante do ano. "Se esses políticos não investirem em em Educação , nossos filhos serão o quê? Tem que cortar esse monte de auxílios que eles recebem e melhorar o salários dos professores", disse.

Os profissionais de Educação se reúnem nesta terça-feira, às 10h, no Clube Municipal, na Tijuca. De acordo com o Sindicato Estadual de Profissionais da Educação ( Sepe ), o grupo irá debater melhores condições de trabalho, os rumos da mobilização para 2020 e decidir se a rede estadual participará ou não da greve nacional, prevista para o dia 18 de março.

Nesse dia, além dos sindicatos e centrais trabalhistas, entidades ligadas ao setor educacional prometem paralisação por 24 horas para realizar um protesto nas capitais e em várias cidades do país. O objetivo principal é defender o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Contratação de professores

Cerca de 700 mil alunos foram matriculados em todo o estado. E apesar do grande número, a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) diz "estar preparada para evitar a carência de profissionais que a atual gestão encontrou no início de 2019". Segundo a pasta, mais de 13 mil professores com carga horária disponível para receber Gratificações por Lotação Prioritária (GLPs), foram cadastrados este ano.

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O objetivo é que os estudantes tenham a grade de professores completa em todas as escolas. Outra novidade são as aulas ministradas por coordenadores pedagógicos e orientadores educacionais, que também receberão GLPs. Apesar das medidas, a pasta estima que sejam necessárias as três primeiras semanas de aula para a alocação dos docentes selecionados.

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