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Abraham Weintraub se encontrou com professores premiados neste sábado; chefe do MEC voltou a criticar o patrono da Educação no Brasil; entenda

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Reprodução/TV Globo
Professores protestam em foto com ministro da Educação

Em um encontro na tarde de sábado (25), professores fizeram uma espécie de protesto ao posar para uma foto com o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Os docentes levantaram um livro do educador Paulo Freire, constantemente criticado pelo presidente Jair Bolsonaro, sua equipe e apoiadores. 

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O ministro participou de um encontro com 30 profissionais que venceram o Prêmio Professores do Brasil, em São Paulo. Ao menos oito deles tinha o livro "Pedagogia do Oprimido" em mãos, um dos mais famosos de Paulo Freire. Quando posaram para a foto oficial ao lado de Weintraub , quatro professores levantaram o livro em forma de protesto. 

"Foi uma manifestação respeitosa e silenciosa. Soubemos ontem que ele participaria do encontro. Então, pensamos em colocar a nossa posição contra o corte de recursos para as universidades . E também mostrar a importância do educador", afirmou a professora Ana Beatriz Maciel ao jornal O Estado de São Paulo

A obra é a segunda mais pedida em universidades de língua inglesa e aparece em 99º lugar no ranking geral. Além disso, Freire foi declarado patrono da Educação em 2012 e desenvolveu um método de alfabetização que é usado até hoje pela maioria das escolas brasileiras. No entanto, o educador é alvo do governo desde a campanha presidencial. Bolsonaro já chegou a dizer que pretende mudar o nome do patrono no País

Na cerimônia de posse no Ministério da Educação, Weintraub culpou o método de Freire pelos baixos índices de educação no Brasil. Questionado sobre a manifestação dos professores , o ministro afirmou que respeita opiniões diferentes das dele e voltou a criticar o educador. 

"Eu não quero acabar com nada. Simplesmente. Pode levantar Paulo Freire , eu aceito a opinião contraditória. Agora, o que acontece?  Ela tem o direito de dizer 'Viva Paulo Freire'. Eu também tenho o direito de dizer que o único lugar que segue Paulo Freire é o Brasil. Quando você tem uma pesquisa que é boa, um antibiótico, uma aspirina ou um avião ou outros tendem a copiar. Ninguém quis copiar Paulo Freire e nossos resultados são ruins. Só isso. Agora, se isso é sacrossanto e não pode ser dito, podem atirar pedra, não tem problema", disse.