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Parlamentar justifica que há uso de bebidas alcoólicas, drogas e manifestações artísticas com atentado ao pudor nas instituições de ensino

Helio Lopes e Jair Bolsonaro
Reprodução/Facebook
Helio Lopes e Jair Bolsonaro são amigos próximos, tanto que o deputado usou o sobrenome do presidente nas eleições

Autointitulado "Helio Bolsonaro" nas eleições de 2018, o deputado federal Helio Lopes (PSL-RJ), falou sobre o projeto de lei que apresentou na Câmara defendendo o policiamento ostensivo em universidades públicas. Em entrevista à GloboNews nessa quarta-feira (1), o parlamentar afirmou que as instituições de ensino não são "terra sem lei". 

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O deputado , que é amigo pessoal do presidente Jair Bolsonaro, argumenta que as universidades passam por problemas relacionados à segurança pública, "alguns causados por agentes externos à comunidade acadêmica, outros, provocados pelos próprios integrantes dessas instituições”.

Helio Lopes afirma que, em regra, os delitos cometidos por agentes externos aos quais se refere são furtos, roubos e estupros.  No entanto, no texto do projeto, ele afirma que dentro das universidades "multiplicam-se os exemplos de vandalismo, posse e uso de bebidas alcoólicas e drogas ilegais.

O parlamentar justifica ainda que as instituições fazem "demonstrações explícitas de atentado ao pudor a título de 'manifestação artística'". Ainda de acordo com o projeto, o policiamento seria feito exclusivamente por policiais militares. "Universidade não é terra sem dono, terra sem lei”, defendeu o parlamentar. 

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Em sua conta do Twitter, Helio Lopes afirmou que a autonomia universitária não pode intervir no projeto. "A tão propalada autonomia universitária não pode ser invocada para coibir a ação das autoridades policiais em situações como essas. Essa autonomia não pode se superpor ao mandamento constitucional que atribui à polícia militar o policiamento ostensivo em todo o território nacional”, escreveu o deputado