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Segundo o cronograma do Exame Nacional do Ensino Médio, as avaliações seriam entregues à gráfica responsável ainda neste mês; MEC terá de rever

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Gráfica imprimia o Enem desde quando a prova foi roubada e cancelada, em 2009

A gráfica responsável pela impressão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) decretou falência nesta segunda-feira (1º). Com o anúncio, a empresa determinou também a paralisação de todos os trabalhos que estavam em andamento. A informação preocupa o Ministério da Educação, afinal tal falência pode causar atrasos na aplicação das provas do maior vestibular do Brasil.

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A RR Donnelley, multinacional responsável pelo exame desde 2009, informou hoje cedo que “precisou encerrar suas operações no Brasil” por causa das “atuais condições de mercado”. A gráfica imprimia o Enem desde quando a prova foi roubada e cancelada, ainda em 2009, quando o ministro da Educação era o agora ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT). 

De acordo com as informações reveladas pelo jornal O Estado de S.Paulo , o cronograma do MEC previa que as provas fossem encaminhadas para a gráfica ainda neste mês ou, no máximo, em maio, para que não houvesse nenhum atraso.

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Decreto de falência pode atrasar o Enem

Com o decreto de falência, as avaliações podem sofrer alterações quanto às datas de aplicação. Segundo o calendário, a prova será aplicada nos dias 3 e 10 de novembro, dois domingos seguidos. Também hoje tiveram início as inscrições para quem quer pedir a isenção da taxa.

A situação representa mais um entrave para o MEC , que sofre uma crise administrativa durante a gestão Bolsonaro. Na semana passada, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Marcus Vinicius Rodrigues, foi demitido ao se desentender com o ministro Ricardo Vélez Rodríguez

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Era o presidente do Inep quem daria o aval para o trabalho da comissão criada para analisar questões consideradas inadequadas no Enem . Por enquanto, ainda não foi nomeado um substituto para essa função.

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