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Bolsa da John Hopkins é destinada a alunos que desenvolverem pesquisas relacionadas à justiça social e aos direitos humanos na América Latina

Caso Marielle Franco segue sob investigação; crime aconteceu no dia 14 de março deste ano, no Rio de Janeiro
Reprodução/Anistia Internacional
Caso Marielle Franco segue sob investigação; crime aconteceu no dia 14 de março deste ano, no Rio de Janeiro

A Universidade John Hopkins, localizada em Baltimore, nos Estados Unidos, criou uma bolsa de estudos em homenagem à vereadora do Psol que foi morta neste ano no Rio de Janeiro, Marielle Franco. 

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Nomeada de "bolsa de estudos Marielle Franco ", a homenagem é destinada àqueles alunos que estiverem a fim de desenvolver pesquisas relacionadas à justiça social e aos direitos humanos na América Latina. 

A bolsa faz parte do Programa de Estudos Latino-Americanos (LASP) da Escola de Estudos Internacionais Avançados (SAIS) da universidade. O benefício será concedido anualmente para apoiar estudantes comprometidos com o avanço da justiça social, igualdade e representação política mais ampla. 

Fundada em 1876, a Universidade John Hopkins é conhecida por ser o primeiro centro de pesquisa norte-americano. Ela é responsável por descobertas notáveis na ciência, como a identificação do gene causador do câncer de cólon e pela aterrissagem do primeiro foguete em um asteróide. Além disso, a Johns Hopkins também se destaca pelos alunos que foram formados em seus campus, como o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, que se formou em 1964.

Caso Marielle Franco completa 250 dias nesta segunda-feira

Pais de Marielle Franco e a diretora executiva da Anistia Internacional Brasil pedindo respostas sobre a morte da vereadora
Foto: Márcio Alves
Pais de Marielle Franco e a diretora executiva da Anistia Internacional Brasil pedindo respostas sobre a morte da vereadora

No dia 14 de março deste ano, Marielle, de 38 anos, e seu motorista Anderson Gomes, 39 anos, foram assassinados a tiros no Rio de Janeiro. Mesmo depois de quase 250 dias , o crime continua sem solução. As autoridades federais brasileiras afirmam que até o fim deste ano as respostas para o crime devem vira à tona.

O crime aconteceu quando a vereadora voltava de um evento na Lapa. Ela era a quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro e atuava como ativista dos direitos humanos, dos direitos dos negros e das mulheres. Pouco antes de ser morta, Marielle chegou a denunciar casos de violência policial. 

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Mesmo oito meses depois do assassinato, não se sabe quem é o criminoso. Recentemente, a Anistia Internacional sugeriu a criação de uma comissão externa e independente para acompanhar as investigações. A comissão seria formada por peritos, juristas e especialistas em investigação criminal, que verificariam o andamento das investigações e cobrariam pela identificação dos assassinos de Marielle Franco e Anderson Gomes.

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