Bispo Abner Ferreira
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Quando Deus criou a família, pensou no pai, na mãe e na herança do casal, que são os filhos, como diz em Salmos 127.3. Na formação desta instituição, o papel do homem é de provedor da casa. Ele sempre foi visto como uma figura que aparece quase como coadjuvante quando o assunto é a relação com os filhos.

No entanto, devido a transformação social, tanto a mãe como o pai passaram a dividir o tempo para educar seus filhos. E isso é ótimo! Atualmente, o homem desempenha funções que antes eram exclusivas das mulheres, como, por exemplo, trocar fraldas, dar banho nas crianças e colocá-las para dormir. Uma evolução que os pequenos agradecem.

Com todos os contratempos do mundo moderno, algo de bom aconteceu. Esta nova geração de pais está mais participativa, pois entende que soltar pipa com os meninos, brincar de boneca com as meninas, preparar a mamadeira não é coisa apenas da mulher e não é somente uma obrigação, mas que pode se tornar algo prazeroso para toda a família. Investir no afeto, no tempo, na dedicação é o mesmo que seguir o exemplo de Deus Pai, que cuida dos Seus filhos em tempo integral.

Este é o melhor exemplo a ser seguido do Aba, Pai. Os pais entenderam que não precisam agir o tempo todo como o chefe, nem manter expressão carrancuda, ou deixar os problemas para que a mãe resolva sozinha. Não! Eles estão mais afetuosos, e, com isso, todos saem ganhando.

Quem é que nunca ouviu a frase: "não basta ser pai, tem de participar?". Hoje, com a ida da mulher para o mercado de trabalho, o papel do pai na família vai além de educar os filhos. “Paizão” ajuda também a mãe nas tarefas domésticas para que, juntos, possam desfrutar de mais tempo de qualidade em família.

Os benefícios de uma família onde há um “paizão” são muitos. Principalmente, o fato de a mulher ficar mais disponível, tanto para os filhos como para o marido e, principalmente, para cuidar dela mesma. Isso vai gerar um alívio do estresse, trazendo mais harmonia no relacionamento familiar.

A falta da figura masculina pode gerar introspecção, insegurança e dependência, que refletem na adolescência e até na vida adulta. Uma relação contínua, calorosa e íntima com o pai é fundamental à saúde mental e emocional de uma criança, e a falta dele pode gerar um sentimento de abandono.

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Passos para ser um pai melhor

Seja um pai notável

Há um ditado popular que diz que “presença vem antes do presente”. A grande necessidade de seu filho não está em ter um pai bonito, atlético ou bem sucedido, que lhe traga presentes diversos da moda. A verdadeira necessidade de seu filho está em sua atenção de qualidade; tenha uma participação atuante; deixando registros nas páginas de sua história. Faça dos pequenos momentos de convívio, momentos memoráveis. Ser notável é deixar se envolver na infância de seu filho, ser atuante nas brincadeiras, dar risadas que deixarão boas lembranças na história dele.

Seja um pai humilde 

Muitos pensam que humildade é sinônimo de ser desprovido de recursos. Na verdade, ser humilde é ter uma virtude que caracteriza suas próprias limitações. Reconheça suas falhas diante de seu filho. Não custa pedir perdão. Isso é um gesto nobre, pois atitudes e ações educam mais que mil palavras. Suas ações devem falar mais alto do que qualquer palavra educativa. Um bom pai não tem vergonha de demonstrar suas limitações; afinal, somos seres humanos.

Estabeleça limites com amor

Regras contribuem muito para a formação da criança. Os limites demonstram o quanto ela é amada e cuidada. Os limites devem refletir as suas convicções. Muitas vezes, na administração das regras da casa, pais e filhos entram em um duelo. O problema não está nas regras, mas sim no exagero. Tome cuidado para não transformar seu lar em um quartel general. Não abuse do poder paterno com seus filhos. Você é o pai e não o sargento da tropa. Em tudo, ponha amor, ingrediente indispensável para o sucesso na aplicação deste passo.

Ajude nas tarefas da casa

Pratique a cooperação nas atividades da casa. Não há constrangimento em lavar a louça, limpar o banheiro, guardar as compras. Um bom pai ajuda o máximo que pode em casa, para que os deveres domésticos não se tornem um fardo, e aproveita este momento para além da lição, estar mais perto de todos. Esse exemplo ensina aos filhos o princípio da cooperação, quando todos saem ganhando. Lembre-se: você é o espelho de seu filho. Suas atitudes o ensinarão princípios que nenhuma instituição escolar poderá lhe oferecer com tanta ênfase.


Filhos são como flechas

O salmista enfatiza que “filhos são como flechas na mão do guerreiro”. Como você está forjando o caráter de seu filho? Prepare seu filho hoje para estar na sociedade como um vencedor. Trabalhe sua autoestima, encoraje-o a enfrentar os desafios; sonhe junto com ele, mas ensine a ele o valor do suor da busca pela realização. Sua motivação é um combustível indispensável. E, por fim, e não menos importante, crie momentos inesquecíveis, estreite laços afetivos, esteja sempre presente quando eles precisarem de sua ajuda ou de seu ombro amigo. Afinal, você deve ser o pai, o herói e o amigo que seu filho precisa, sempre!

No amor de Cristo:
Bispo Abner Ferreira

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