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Organização acusa o ministro de ter cometido crime por acusá-la de ser a responsável pelo derramamento da substância na costa do Brasil

Ricardo Salles arrow-options
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados - 9.10.19
Salles acusou o Greenpeace de ser responsável por vazamento de óleo

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles , recebeu prazo de 15 dias da ministra Cármen Lúcia , do Supremo Tribunal Federal (STF), para responder a queixa-crime do Greenpeace sobre crime de difamação . A organização alega que Salles violou a lei ao acusá-la de depredar patrimônio público e insinuar envolvimento no vazamento de óleo que atingem a costa brasileira.

Segundo a ONG, o ministro ainda referiu a seus ativistas como "ecoterroristas" e depredadores do patrimônio público. Na avaliação dela, as declarações de Salles são "levianas e irresponsáveis" e constituem fato grave que não pode ser normalizado. "O processo que ora iniciamos contra o sr. ministro é também uma forma de repúdio por tais comportamentos", diz a organização. O ministro ainda usou a tag #greenpixe em uma publicação no Twitter ao se referir à organização.

Na semana passa, a substância chegou pela primeira vez à região Sudeste, atingindo municípios ao norte do Espírito Santo . O estado foi o 10º a ser atingido pelo óleo. Já foram afetados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Uma fotografia de satélite revelou que a mancha em forma de rastro no litoral nordestino localizado a 40 km ao norte de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, surgiu antes do navio grego Bouboulina passar . A embarcação é a principal suspeita do governo federal do vazamento.