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Pesquisa foi divulgada às vésperas de uma onda de calor que deverá atingir sobretudo o centro e o leste do país, como o estado da Flórida

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Divulgação
A Flórida, onde fica o Disney World, será um dos estados que viverão mais dias superquentes

Má notícia para Donald Trump e os negacionistas do aquecimento global: à medida que a crise climática avança, o número de dias extremamente quentes nos Estados Unidos poderá até dobrar, de acordo com um estudo da Union of Concerned Scientists (UCS) noticiado pelo jornal The Guardian .

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Em meados do século passado, em média 36 dias por ano apresentaram temperaturas iguais ou superiores a 100 graus Fahrenheit (37,7 °C). No fim deste século, a mesma característica será observada em 54 dias por ano, segundo os pesquisadores, o que caracteriza-se como calor extremo .

O estudo foi divulgado às vésperas da chegada de uma intensa onda de calor que deverá se estender pelo centro e leste dos EUA, com alertas para altas temperaturas em quase metade dos estados do país. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia, o índice de calor (que mede como as pessoas se sentem com a combinação de temperatura do ar e umidade) chegará a 43 °C em alguns lugares.

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“Basicamente, observamos aumentos nos tipos de condições que estamos vendo esta semana em todo o país”, disse Erika Spanger-Siegfried, analista de clima líder da UCS. O relatório “mostra um futuro mais quente que é difícil imaginar hoje”, afirmou Kristina Dahl, coautora. “Quase em toda parte, as pessoas experimentarão mais dias de calor perigoso, mesmo nas próximas décadas.”

Flórida e Texas na rota do calor

Se não for implementada nenhuma ação contra esse aquecimento, o sudeste dos EUA e o sul das Grandes Planícies serão as regiões mais atingidas. Partes da Flórida e do Texas , por exemplo, poderão viver dias com temperaturas iguais ou maiores do que 37,7 °C durante cinco meses no ano. Na maioria desses dias, o índice de calor superaria 40,5 °C.

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O estudo também mostra que reduções globais na poluição originária de fontes de energia, carros e outras atividades humanas impediriam que os verões se tornassem tão quentes. Mesmo uma ação lenta para diminuir as emissões ajudaria a capital, Washington, a evitar 11 dias de calor extremo por ano com uma temperatura superior a 37,7 °C por volta de 2050. O período subiria para 32 dias até o final do século.