Aranhas-do-mar gigantes (Colossendeis tasmanica em A e  Colossendeis minor em B)
Deep Sea Research Part I
Aranhas-do-mar gigantes (Colossendeis tasmanica em A e Colossendeis minor em B)

Pesquisadores da Bélgica e da  Austrália publicaram um estudo inédito sobre duas espécies de aranhas-do-mar gigantes que emitem um brilho azul.

A descoberta aconteceu em 2017 durante uma expedição na costa australiana, mas o registro formal só veio a público em 2026, após a confirmação e análise das aranhas.

Embora esta seja a primeira vez em que a bioluminescência foi observada  nas espécies, já houve relatos anteriores relacionados ao assunto. Um deles, no final do século XIX, no Oceano Índico.

Naquela época, ainda não estava claro se elas produziam sua própria luz ou se apenas absorviam muco bioluminescente ao se esfregarem em organismos como os corais.

O mistério por trás do brilho

Os cientistas coletaram diversas criaturas das profundezas marinhas. Entre elas, sete exemplares da Colossendeis tasmanica e dois da Colossendeis minor.

Posteriormente, a equipe levou os animais para uma sala escura e, com leves beliscões ou gatilhos químicos, eles começaram a brilhar.

Após ter sido fotografado, o fenômeno passou por uma análise  microscópica, que indicou a presença de células associadas ao intestino em suas patas.

Isso aponta que as aranhas-do-mar podem estar recebendo a substância necessária para emitir luz através da sua dieta.

Algumas perguntas foram respondidas, enquanto outras, incluindo o motivo pelo qual elas brilham, seguem em aberto.


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