Galáxia
Reprodução/Nasa
"Gêiser cósmico", que recebeu o nome de ASASSN-14ko, foi detectado pela primeira vez em novembro de 2014

Um estudo divulgado por uma equipe de astrônomos nesta semana trouxe novas informações sobre uma galáxia recém-descoberta que fica localizada a 570 milhões de anos-luz da  Terra e tem um potente "gêiser cósmico", que faz com que ela entre em erupção a cada 114 dias.

Segundo informações do site Sputnik, os pesquisadores utilizaram dados de diferentes missões espaciais sobre as constantes explosões do  ASASSN-14ko , detectado pela primeira vez em novembro de 2014 e que fica localizado em uma galáxia ativa que recebeu o nome de ESO 253-3.

Em entrevista, Anna Payne, astrônoma da Universidade do Havaí e coautora do estudo, explicou que tais explosões podem ser ocasionadas pela proximidade da galáxia com um imenso buraco negro, localizado exatamente em seu centro, e que "consome parcialmente uma estrela gigante em órbita".

Ainda de acordo com a publicação, os dados coletados na região mostraram que houve interações entre dois buracos negros supermassivos na órbita da  ESO 253-3 . Porém, suas órbitas estão afastadas o suficiente para que os cientistas descartassem sua responsabilidade pelas explosões.

Com isso, surgiu a possibilidade de uma segunda opção para explicar tal cenário: a ruptura parcial de marés. Neste evento, uma estrela se aproxima e faz com que as forças gravitacionais de um buraco negro criem "marés" que a rompem em um fluxo de gás . Ao girar em torno do buraco, esses gases podem acabar criando as brilhantes erupções captadas pelos pesquisadores.

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