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Reprodução/Facebook
Ministro esteve no CNPEM, em Campinas (SP), para acompanhar os avanços na pesquisa do coquetel "anti-Covid-19"

Nesta segunda-feira (6), o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, esteve no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), na cidade de Campinas (SP), para acompanhar os avanços da pesquisa que busca um "coquetel" de remédios para combater o Covid-19 . Após uma série de testes, dois finalistas foram escolhidos e agora seguem para os testes in vitro, em ambiente controlado.

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Em declaração após visita pela unidade, o ministro afirmou que a fase atual deve durar cerca de duas semanas até que possa avançar para os testes com pessoas, os chamados testes clínicos. Esta, que deve ser uma última etapa antes da utilização em pacientes do novo coronavírus (Sars-Cov-2), pode ser um pouco mais demorada, mas vai "depender de como tudo vai seguir".

"A solução para esses problemas está na ciência, a ciência é a única coisa que ataca o vírus em si. Não só o fato de ter essas duas moléculas é importante, mas o fato da gente ter desenvolvido essa metodologia e a capacitação das pessoas é extremamente importante para uma resposta rápida", afirmou o ministro .

Os finalistas

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Reprodução/CNPEM
Pesquisadores avançam em busca por coquetel

Em comunicado, o CNPEM informou que ambos se mostraram capazes de reduzir significativamente a carga viral, combatendo o vírus , sendo um deles com "desempenho numericamente comparável ao da cloroquina". 

"Além da eficácia contra o COVID-19 , os dois medicamentos identificados pelo CNPEM são economicamente acessíveis, bem tolerados em geral, comumente utilizados por pessoas dos mais diversos perfis e, um deles, inclusive, está disponível em formulação pediátrica", ressaltou a nota.

“Estamos bastante animados com os resultados destes ensaios. Contudo, ainda são resultados in vitro, ou seja, na bancada do laboratório . Agora seguiremos para avaliações complementares, ainda na bancada, mas que são fundamentais para que possamos avaliar se esses dois medicamentos poderão ser levados com segurança para estudos clínicos, testes com humanos infectados . Acreditamos que em cerca de duas semanas teremos novos resultados”, disse Rafael Elias, virologista do CNPEM/MCTIC .

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