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Sonda Truths
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Sonda Truths


Os sucessos das missões espaciais do passado, expandindo o horizonte humano ao limite do inimaginável, explicam e justificam o crescente arrojo científico das missões do presente e futuro. Parecia utopia demais, aventura demais, loucura demais fazer o homem pisar a Lua. O que se supunha impossível, no entanto, aconteceu há cinquenta e um anos. Desde então, um dos novos desafios que se mostravam irrealizáveis era o plano de se ter uma uma medida absolutamente exata da luz refletida pela superfície de nosso planeta azul, ou seja, uma espécie de “impressão digital da Terra ” – e, assim, ganharmos a possibilidade de prever com extrema precisão as mudanças climáticas.

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Dentro de dois anos, também esse projeto já entrará para a galeria das conquistas obtidas no espaço. Trata-se da sonda denominada Truths, que começa a ser desenvolvida pela Agência Espacial Europeia sob a liderança do Laboratório Nacional de Física do Reino Unido (NPL), ao custo total de trezentos milhões de euros (aproximadamente R$ 1,4 bilhão). “É como se a Terra passasse a ter a sua identidade única”, diz o astrônomo e físico Nigel Fox. “Saberemos a exata temperatura e se há graves riscos em suas alterações”. A Truths será a principal ferramenta de combate ao efeito estufa e de preservação ambiental do planeta.

Café, dj, refrigerante e selfie

Nesse momento da história das pesquisas no espaço (um dos mais antigos e sedutores sonhos humanos), a sonda da “impressão digital” é a grande vedete, mas logo ela também será passado – e, certamente, se tornará um dos palpitantes assuntos entre os frequentadores, nos EUA, do Complexo de Visitantes do Kennedy Space Center, popularmente chamado de “parque de diversões da Nasa” e localizado na Flórida. Nele, gente apaixonada pela engenharia espacial e, sobretudo, muitos turistas conversam sobre o que foi feito nessa área, não apenas pelos cientistas americanos, mas, sim, de todo o mundo.

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Em matéria de show business os Eua deixam qualquer outro país para trás, e comprova essa tese a capacidade com que se uniu, no Space Center, o sério interesse pelo assunto com o mero e crescente turismo. Para se assistir ao lançamento de um foguete, pagam-se ingressos cujos preços oscilam de US$ 300 a US$ 4 mil, com direito a café da manhã, refrigerantes, camarotes com localizações especiais e música diversificada com o DJ do dia. Os valores mais populares dão acesso até determinado lugar das praias que antecedem as plataformas de lançamento, observando-se rigorosamente a mais absoluta segurança. Gigantescos relógios fazem a contagem regressiva e imensos telões ficam estrategicamente posicionados. É uma festa. É um programa para jovens e não tão jovens. É o cenário onde casais de namorados adoram atuamente tirar as suas selfies.

Além dos lançamentos, o “parque de diversões” guarda uma atração imbatível – um centro que funciona como museu de toda a missão Apollo, justamente aquela que em sua décima primeira versão transportou à Lua os astronautas Neil Armstrong (primeiro ser-humano a pisar nosso satélite natural), Michael Collins e Buzz Aldrin. O ponto alto desse, digamos, acervo tecnológico é a réplica em dimensões reais de propulsores de foguetes de combustível sólido.

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Falando-se em foguetes, têm eles o seu jardim próprio, onde alojam-se os mais significativos da trajetória das missões espaciais dos EUA. Finalmente, sempre há no local um astronauta para dar todas as explicações requisitadas. Até recentemente, pelo menos duas vezes por ano o astronauta que cumpria essa função era o brasileiro Marcos Pontes, hoje ministro da Ciência.

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