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Ao todo, CubeSats farão três lançamentos programados ao planeta; caso sejam bem sucedidas, serão as primeiras missões comerciais ao local

Planeta

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Divulgação/Nasa
Concepção artística do projeto MarCO, do JPL: modelo a ser seguido pela Virgin Orbit e pela SatRevolution

A Virgin Orbit , empresa de lançamento de satélites do bilionário inglês Richard Branson, anunciou neste mês que deverá ser a primeira a levar os microssatélites conhecidos como CubeSats à órbita de Marte. Em parceria com a empresa polonesa de satélites SatRevolution, a Virgin Orbit (uma ramificação da Virgin Galactic, a companhia de turismo espacial de Branson) fechou um consórcio com mais de dez instituições acadêmicas polonesas para todas trabalharem em conjunto a fim de fazer entre um e três lançamentos de satélites para o Planeta Vermelho. O primeiro deles ocorreria em 2022.

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Essas missões, se bem-sucedidas, significariam as primeiras viagens comerciais a Marte . Até hoje, apenas quatro organizações, todas elas ligadas a governos, haviam conseguido enviar artefatos ao planeta.

O consórcio busca trabalhar seguindo os passos da missão MarCO do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) da Nasa, de 2018. Na ocasião, dois satélites menores foram lançados com sucesso em Marte.

Os primeiros estudos do grupo sugeriram que mesmo satélites de até 50 quilos podem fornecer pesquisas significativas e úteis, incluindo a coleta de imagens tanto de Marte quanto de seu satélite Fobos. Segundo a a Virgin Orbit , esses satélites podem fornecer informações importantes sobre a composição atmosférica de Marte e até procurar água subterrânea.

    Experiência

    Sediada em Varsóvia (capital da Polônia), a SatRevolution tem experiência na indústria espacial comercial. Em abril deste ano, ela pôs em órbita o primeiro nanossatélite comercial da Polônia. As universidades envolvidas, entre elas a Universidade de Ciência e Tecnologia AGH e a Universidade de Ciência e Tecnologia de Wroclaw, também possuem experiência em pesquisa na indústria espacial.

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    O plano é lançar a espaçonave desenvolvida pelas universidades e pela SatRevolution a bordo do foguete LauncherOne da Virgin, que decola de um 747-400 adaptado para o processo, apelidado “Cosmic Girl”.