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Fenômeno tem início à 00h36, no horário de Brasília, e termina às 05h48; quem perdê-lo desta vez só terá outra chance daqui a mais de três anos

Ao contrário do que acontece em um eclipse solar total, a observação da versão lunar não exige um óculos de proteção
Reprodução/Shutterstock
Ao contrário do que acontece em um eclipse solar total, a observação da versão lunar não exige um óculos de proteção

Os brasileiros poderão acompanhar, na madrugada desta segunda-feira (21), um eclipse lunar total, que acontece quando Sol, Terre e Lua estão alinhados e o planeta faz sombra sobre o satélite. O fenômeno é similar ao ocorrido em julho do ano passado, mas poderá ser observado por mais tempo em todas as cidades do País desta vez.

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O eclipse começa à 00h36, no horário de Brasília. A fase da umbra, isto é, quando a sombra do Sol começa a ser vista na Lua, tem início à 01h33. O satélite estará na fase total máxima às 03h12, já no lado oeste do céu – e é para lá que as pessoas devem olhar. A fase parcial segue até as 04h50 e o fenômento termina às 05h48.

Ao contrário do que acontece em um eclipse solar total, a observação da versão lunar não exige um óculos de proteção. É possível assistir ao fenômeno a olho nu, mas um binóculo ou uma luneta simples podem ajudar. É mais fácil observar o eclipse em áreas menos iluminadas, afastadas do centro das grandes cidades, e com o horizonte livre.

Por volta das 18h desta segunda-feira, ainda no horário de Brasília, a Lua também estará mais próxima de seu ponto de órbita mais próximo da Terra, o chamado de perigeu. Por conta disso, o satélite parecerá maior para quem o observa da perspectiva do planeta. Quando isso acontece, o fenômeno é chamado de Superlua .

Lua de sangue

A tonalidade avermelhada deve ser atingida na fase total do eclipse lunar, quando Sol, Terra e Lua ficarão alinhados
Reprodução/Shutterstock
A tonalidade avermelhada deve ser atingida na fase total do eclipse lunar, quando Sol, Terra e Lua ficarão alinhados

Em todo eclipse lunar total, se observa a chamada Lua de sangue . O termo, usado popularmente mas não adotado tecnicamente pelos astrônomos, se refere ao tom avermelhado que a Lua assume quando entra na fase máxima de sombreamento.

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A tonalidade deve ser atingida na fase total do eclipse, quando Sol, Terra e Lua ficarão alinhados e o planeta impedirá a chegada dos raios solares até o satélite. A maneira com que a luz das cores vermelho e laranja é "desviada" ao passar pela atmosfera terrestre e reflete na Lua é o que causa a o fenômeno da Lua de sangue.

Próximos eclipses

Neste ano, os vizinhos Chile e Argentina ainda devem observar um eclipse solar total – um fenômeno bastante raro
Reprodução/China Daily
Neste ano, os vizinhos Chile e Argentina ainda devem observar um eclipse solar total – um fenômeno bastante raro

Quem perder o eclipse lunar total desta madrugada só terá outra chance em 16 de maio de 2022. Antes disso, em 2021, outro fenômeno lunar poderá ser observado parcialmente do Brasil. O resto do mundo terá mais sorte e poderá acompanhar outros eclipses parciais nesse meio-tempo.

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Neste ano, no dia 2 de julho, os vizinhos Chile e Argentina ainda devem observar um eclipse solar total. O fenômeno é bastante raro – e mais interessante: a Lua passará entre a Terra e o Sol, "tampando" sua luz. Quando a estrela ficar escura por alguns minutos, os animais se esconderão. Por ser vísivel de uma faixa muito pequena na Terra, pouquíssimas pessoas já conseguiram acompanhar o fenômeno.

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