Tamanho do texto

Logo após a Virada, sonda New Horizons passará pela rocha Ultima Thule, a mais distante a ser explorada, a cerca de seis bilhões de quilômetros do Sol

Sonda New Horizons passará pela rocha Ultima Thule, localizada a 6 bilhões de quilômetros do Sol
Reprodução/ NASA/JHUAPL/SwRI/Steve Gribben
Sonda New Horizons passará pela rocha Ultima Thule, localizada a 6 bilhões de quilômetros do Sol

O ano de 2019 promete começar com o ‘pé direito’ para os pesquisadores da Nasa, trazendo um evento histórico para a exploração espacial logo no primeiro dia do ano. Nesta terça-feira (1ª), a sonda New Horizons sobrevoará o mais distante objeto do sistema solar já explorado: a Ultima Thule, uma pequena rocha que orbita a cerca de seis bilhões de quilômetros do Sol.

Leia também: Nasa divulga fotos do 'cometa do Natal', o mais brilhante dos últimos 20 anos

O encontro está marcado para acontecer às 3h33 (horário de Brasília) do dia primeiro. É esperado que a sonda New Horizons fique a 3,5 mil quilômetros da superfície do corpo celeste e que capture imagens e dados científicos antes, durante e após a passagem.

A Ultima Thule é uma rocha de cerca de 30 quilômetros de diâmetro, localizada no Cinturão de Kuiper – lugar onde objetos gelados (incluindo Plutão) orbitam na borda do sistema solar. O nome vem do latim e significa “um lugar além do mundo conhecido".  Esse será o segundo evento histórico envolvendo a sonda, já que em julho de 2015, a New Horizons sobrevoou o anão Plutão.

Porém, a Ultima Thule encontra-se a uma distância ainda maior que a do ex-planeta, marcando a primeira exploração desse tipo em um corpo que orbita o Cinturão formado há 4,5 bilhões de anos.

Leia também: Imagens de missão em Júpiter revelam tempestades polares gigantes no planeta

Os cientistas acreditam que esse será o objeto mais primitivo encontrado por uma espaçonave, sendo possivelmente a “maior relíquia do antigo Sistema Solar”. A expectativa da Nasa é de que a exploração obtenha informações capazes de ajudarem os cientistas a desvendar alguns mistérios que envolvem a origem do nosso sistema.

Apesar da expectativa que gira em torno do sobrevoo, pouco se sabe sobre o corpo celeste, já que a sua descoberta faz somente quatro anos. Os cientistas imaginam que ele tenha um tom avermelhado e seja composto por gelo, poeira e fragmentos de outras rochas. Esses dados a sonda tentará descobrir estudando a forma, a rotação, a composição e o ambiente da Ultima Thule.

A exploração traz um desafio aos cientistas já que o corpo é quase cem vezes menor do que o já explorado Plutão , o que traz a necessidade de que a sonda se aproxime mais da Ultima Thule do que havia se aproximado do ex-planeta.

Leia também: Pela primeira vez, sonda da Nasa capta som do vento em Marte; ouça como é

A distância, porém, ainda será grande, de modo que o sinal da sonda New Horizons deve chegar à Terra após seis horas e oito minutos. Para acrescentar, as taxas de transferência de dados são de cerca de 1 mil bits por segundo. Dessa forma, os dados serão enviados por completo somente em setembro de 2020.

    Notícias Recomendadas

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.