A nova pesquisa de cientistas forenses analisou amostras de não-usuários e de internados em clínicas de reabilitação
Steve Buissinne/Pixabay
A nova pesquisa de cientistas forenses analisou amostras de não-usuários e de internados em clínicas de reabilitação


Cientistas forenses descobriram, em recente pesquisa, que mais de uma em cada dez pessoas que nunca usou drogas “classe A”, classificadas como as mais perigosas para a saúde, deve ter traços de heroína ou cocaína, por exemplo, na ponta dos dedos. De acordo com o The Guardian , o estudo analisou voluntários que declararam não ter usado tais substâncias e encontrou amostras em 13% deles.

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“Nós ficamos muito surpresos. Pensamos que poderia haver cocaína no ambiente, mas não esperávamos encontrar tais drogas  nas pontas dos dedos”, explicou Melania Bailey, cientista que liderou a pesquisa. Os estudiosos ressaltaram que, por mais que tenham desconfiado da honestidade dos voluntários durante a declaração, acreditam que eles entraram em contato com os entorpecentes através de cédulas de dinheiro, mesas e outras superfícies.

Bailey ressaltou que os voluntários são universitários e, por isso, existe a possibilidade de todos conhecerem pessoas que são usuárias de tais substâncias ou terem estado em locais onde os estimulantes foram usados. Além disso, uma pesquisa realizada em 2011 revelou que 11% das cédulas de dinheiro estavam contaminadas com cocaína no Reino Unido, enquanto no Brasil, os níveis chegam a 90% das notas em circulação, de acordo com estudo publicado em 2015.

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Resultados da pesquisa

Segundo a pesquisa de Bailey e sua equipe, publicada na revista científica Clinical Chemistry, a comparação entre usuários e não-usuários mostrou que estes podem ter traços dos estimulantes na pele, enquanto aqueles secretam os entorpecentes – e outras substâncias resultantes do metabolismo – no suor.

Para chegar a este resultado, a equipe analisou as pontas dos dedos de 50 universitários não-usuários e de 15 pacientes em clínicas de habilitação, que admitiram ter usado cocaína ou heroína nas 24 horas que antecederam os exames. Os resultados encontraram marcas distintas na pele dos dois grupos, e as melhores análises foram feitas após as pessoas lavarem suas mãos, já que qualquer resíduo do ambiente foi retirado. Com isso, o teste identificou 100% dos usuários de heroína e 87,5% dos usuários de cocaína.

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O teste pode, agora, ser utilizado em prisões e em outros locais para identificar o uso ilegal de drogas, uma vez que o mecanismo para a identificação das substâncias envolve as pontas dos dedos, algo difícil de “falsificar” e que, imediatamente, também revela a identidade da pessoa.

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