Polícia Civil de São Paulo
Divulgação/Governo de SP
Polícia Civil de São Paulo

A Operação Disque 151, que visa desmontar uma organização criminosa suspeita de explorar  apostas clandestinas e plataformas de jogos online fraudulentas, foi realizada pela Polícia Civil de São Paulo na manhã desta terça-feira (13).

Agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) efetuaram a prisão de três suspeitos e fizeram buscas e apreensões em seis endereços na capital paulista e município de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

Segundo a apuração, o esquema pode ter feito cerca de 10 milhões de vítimas. Com informações retiradas da análise de dados bancários, os investigadores identificaram a realização de mais de 38,5 milhões de operações financeiras ligadas aos alvos. Em um intervalo de seis meses, o grupo teria movimentado mais de R$ 14 milhões.

Além de prender os suspeitos, a operação também teve autorização da Justiça para que os bens de valores dos suspeitos fossem bloqueados. As posses podem chegar a R$ 154 milhões.

As investigações

De acordo com o delegado Fernando David de Melo Gonçalves, titular da 3ª Delegacia da Delegacia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas (DIG), do Deic, a ofensiva desta terça-feira (13) marca a fase externa de um trabalho que começou em 2024 e correu sob sigilo.


O oficial afirma que a  Polícia Civil obteve autorização judicial para quebrar sigilos bancário, fiscal e telemático dos suspeitos, ao longo dos dois anos. O caminho do dinheiro levou os policiais a duas contas-bolsão, estruturas usadas para reunir valores de várias origens, cujos verdadeiros titulares estavam ocultos.

Ainda segundo o responsável pelo caso, as quantias apostadas eram transferidas de imediato para essas contas e, depois, fracionadas e dispersadas até chegarem aos reais beneficiários, que seriam os sócios ocultos da plataforma de jogos online e de lavagem de dinheiro.

Conforme a investigação, o método de movimentação era utilizado para esconder a origem e o destino real do dinheiro. Os valores depositados pelos apostadores eram repartidos entre contas de pessoas físicas e jurídicas, o que dificultava o rastreamento por parte das autoridades.

A operação leva o nome do Disque 151, canal de atendimento do Procon-SP, uma vez que o órgão registrou um crescimento nas queixas contra plataformas de apostas online, em especial por falta de pagamento de prêmios aos usuários. Segundo a polícia, as denúncias ajudaram a identificar padrões de atuação suspeitos e deram impulso às investigações.

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