Filhotes de lobo-guará brincando no Zoológico de São Paulo
Leandro Ferreira Amaral/ Zoológico de São Paulo
Filhotes de lobo-guará brincando no Zoológico de São Paulo

O nome dos três filhotes de lobo-guará nascidos no Zoológico de São Paulo foram definidos pelo público após dias de votação. Agora, os integrantes do trio, composto por duas fêmeas e um macho, foram batizados de Açaí, Guaraná e Cupuaçu.

Os animais nasceram no dia 26 de maio, mas foram apresentados ao público na última quinta-feira (30), depois de ficarem sob observação durante as primeiras semanas de vida. Dois dias depois da apresentação dos filhotes, o Zoo de SP abriu uma enquete em uma de suas publicações, permitindo que o público participasse da escolha dos nomes.

Para votar, o público deveria acessar as redes sociais do Zoológico, procurar pela publicação e abrir os comentários para terem acesso a uma enquete. A sessão de comentários continha quatro alternativas de voto, cada uma com um conjunto de três nomes inspirados na biodiversidade brasileira, são elas:

  • Araçá, Açaí e Buriti;
  • Açaí, Guaraná e Cupuaçu;
  • Castanha, Baru e Amendoim;
  • Cajá, Pequi e Murici.

Os lobinhos, agora nomeados, são da segunda ninhada dos residentes Pitanga e Caju, um casal de lobo-guará que integra o programa de conservação da espécie desenvolvido pelo Zoológico de São Paulo.

A espécie é classificada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) como vulnerável à extinção e o nascimento dos filhotes marca mais um resultado positivo do programa de reprodução de espécies ameaçadas promovido pelo Zoológico de São Paulo.

Atualmente, a ninhada pode ser visitada em seu habitat, onde são cuidados integralmente por sua mãe, Pitanga.


O resgate dos pais

Pitanga e Caju são residentes permanentes do Zoológico de São Paulo por não terem condições de retornar à natureza, fazendo parte do programa de conservação desenvolvido pelo Zoo.

A mãe, Pitanga, chegou ao estabelecimento em 2024 após ser transferida do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Ela foi resgatada ainda jovem com um machucado em sua orelha direita e, mesmo após o processo de reabilitação, a fêmea não conseguiu readquirir as condições necessárias para voltar ao seu habitat.

Já Caju, o pai, foi encontrado ainda filhote, sozinho e sem condições de sobreviver de forma independente. Ele foi encaminhado ao Zoo São Paulo pelo Zoológico Municipal de Volta Redonda (RJ) no ano de 2023, depois de uma recomendação do studbook keeper da espécie, que é responsável pelo gerenciamento genético da população sob cuidados humanos.

O Zoológico

Inaugurado em 16 de março de 1958, o Zoo SP abrigava inicialmente 482 animais. Atualmente a instituição conta com uma equipe exclusivamente dedicada à pesquisa, que tem como principal objetivo a conservação de espécies, promovendo a reprodução e cuidados.

O Zoológico agora abriga cerca de 2 mil animais, e mais de 440 espécies diferentes, incluindo várias que estão ameaçadas de extinção, como a Ararinha Azul, o Mico-leão-preto e o Mico-leão-dourado.

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