
Uma fábrica clandestina de bebidas foi descoberta e fechada pela Polícia Civil de São Paulo em Rio Claro, no interior do estado. Um casal foi preso; eles seriam os responsáveis pela operação. A ação ocorreu na manhã desta quinta-feira (08).
Agentes da 1ª Delegacia de Polícia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Saúde Pública cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do casal, em uma adega e em um sítio em Rio Claro. A adega vendia as bebidas falsificadas produzidas em uma fábrica clandestina montada no sítio.
O proprietário dos endereços, de 29 anos, e sua esposa, de 26, foram presos em flagrante e serão indiciados por crimes contra a saúde pública, relações de consumo e contra a propriedade material e industrial. Dois carros e uma moto, que faziam a entrega do produto falso, foram apreendidos, além de R$ 72 mil em dinheiro e materiais usados no processo de falsificação.
Operação Poison Source
O caso é um desdobramento da Operação Poison Source, iniciada em outubro, durante o ápice da crise do metanol. A operação, que em português quer dizer “Fonte do Veneno”, tem como objetivo desarticular esquemas de produção, distribuição e venda de bebidas produzidas ilegalmente, que oferecem sérios riscos à saúde da população.
Juntando a primeira e a segunda fases da operação, nove pessoas foram presas em cidades no estado do Rio de Janeiro, em Goiás, Santa Catarina, Paraná, Bahia e Pernambuco. Diversos materiais industriais para a produção ilegal de bebidas alcoólicas foram tirados de circulação.
Caso recente

O assunto metanol voltou a preocupar os paulistas após a morte da adolescente de 15 anos, Soffia Del Valle Torrealba Ramos, no sábado (3), após tomar gin com colegas na virada de ano. A suspeita era de que a bebida tivesse sido produzida com a substância química que matou ao menos 11 pessoas em São Paulo em 2025; entretanto, a possibilidade foi descartada nesta quarta-feira (7) após exames.
Na ocasião, a Secretaria de Estado da Saúde informou ao Portal iG que monitorava o caso de Soffia e outras quatro mortes suspeitas. A Polícia Civil chegou a prender o dono da adega que vendeu a garrafa de gin, mas por ligação ilegal de energia e armazenamento de fogos de artifício.