Em áudio gravado nesta terça-feira (16), durante sua chegada à Câmara dos Deputados para discutir a PEC da Segurança Pública, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, comentou o assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Cilvil de Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em Praia Grande (SP): “Foi um assassinato brutal. Estamos muito preocupados”.
O ministro, que diz ter tomado as providências cabíveis no âmbito federal, ligou para o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas e colocou a infraestrutura e equipe do Ministério da Justiça e Segurança Pública à disposição do Estado, como “coadjuvantes” na investigação.
Questionado sobre a situação do crime organizado em São Paulo, destacou: “É possível que o assassinato que nós presenciamos no Aeroporto de Guarulhos não tenha nada a ver com o que houve agora em Praia Grande. Pode ser que estejam conectados, pode ser que não"
, em referência ao caso Gritzbach
.
Sobre a proposta de emenda à Constituição, Lewandowski reforçou a necessidade de um combate ao crime mais eficiente e em cooperação com as diversas esferas da administração pública:
“Hoje o crime organizado é um fenômeno global, que precisa ter um combate coordenado, abrangente, cooperativo, não só no nível nacional como no internacional ”, lembrando do Centro de Cooperação Policial Internacional em Manaus, que une as polícias de países amazônicos fronteiriços, inaugurado no último dia 9.
O assassinato
O homicídio ocorreu por volta das 18h desta segunda-feira (15) na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, no bairro Nova Mirim, em Praia Grande (SP).
O ex-delegado-geral de São Paulo, com mais de 40 anos na Polícia Civil, foi perseguido de carro e alvejado por criminosos após bater em um ônibus e capotar na tentativa de fuga. O crime foi gravado por uma câmera de segurança.
Nas redes sociais, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse que Ferraz deixou um legado marcante na segurança pública do estado e prometeu “identificar e prender os criminosos responsáveis”.