Estação de metrô lotada em São Paulo
Reprodução/Twitter - 14.06.2022
Estação de metrô lotada em São Paulo

Após motoristas e cobradores da cidade de São Paulo entrarem em greve, nesta terça-feira (14) , com pedidos de reajuste salarial para a categoria, trabalhadores de diversas partes da capital tiveram que recorrer as linhas de metrô para tentar chegar ao local de trabalho a tempo. A alternativa, no entanto, fez com que ocorresse uma  superlotação em diversas linhas de trens da cidade.

Nas redes sociais diversas reclamações sobre a superlotação nas linhas de trem circularam durante toda manhã.

Em uma publicação uma trabalhadora desabafou: "Gente eu acordei as 4:30h pra entrar as 9h no trabalho, nesse frio por conta da greve dos ônibus em SP. Ao invés de dois ônibus e um metrô. Peguei uma perua minúscula e três metrôs tão cheios que se eu respira-se a pessoa da minha frente saberia o que eu come ontem. Tô cansada."

Outra pessoa afirmou: "sp de greve de ônibus, e o metrô o próprio inferno"

Além da superlotação causada pela greve o Metrô de São Paulo informou que houve, ainda, uma lentidão em diversas linhas causada por falhas em equipamentos.

Segundo o serviço de transporte público, a circulação de trens da Linha 1-Azul do metrô esteve afetada na manhã desta terça, o motivo foi devido à falha em equipamento de via na estação Jabaquara. Entre 5h21 e 8h41, os trens circularam com velocidade reduzida e maior tempo de parada.

Também houve lentidão na Linha 3 - Vermelha, e na Linha 2 - Verde. No entanto, a circulação de trens está sendo normalizada.

Greve

Motoristas e cobradores da cidade de São Paulo entraram em greve, após a categoria rejeitar a contraproposta de reajuste salarial oferecida pelo setor, de aumento de 12,4% a partir de outubro - os profissionais pedem o reajuste a partir de maio.

A partir das 4h, os veículos não saíram das garagens. Nesta manhã, 15 empresas estão paralisadas e 12 funcionando normalmente. A paralisação deve durar cerca de 24h. Durante a madrugada, das 150 linhas do Noturno, apenas 46 operaram normalmente. 

Em 31 de maio, a SP Trans obteve uma decisão liminar na Justiça do trabalho que determinou a manutenção de 80% da frota nos horários de pico, e 60% nos demais horários, sob pena diária de R$ 50 mil.

Em nota, a empresa disse que vai "solicitar à Justiça a cobrança desta multa, além de autuar sa empresas pelo não cumprimento das viagens."

A Prefeitura deve acionar a Justiça para que as empresas de ônibus sejam penalizados pela paralisação total.

Relação de empresas com a operação paralisada:

- Santa Brígida (Zona Norte);
- Gato Preto (Zona Norte);
- Sambaíba (Zona Norte);
- Express (Zona Leste);
- Viação Metrópole (Zona Leste);
- Ambiental (Zona Leste);
- Via Sudeste (Zona Sudeste);
- Campo Belo (Zona Sul);
- Viação Grajaú (Zona Sul);
- Gatusa (Zona Sul);
- KBPX (Zona Sul);
- MobiBrasil (Zona Sul);
- Viação Metrópole (Zona Sul);
- Transppass (Zona Oeste); e
- Gato Preto (Zona Oeste).

Relação das empresas operando normalmente - Grupo Local de Distribuição

- Norte Buss (Zona Norte)
- Spencer (Zona Norte)
- Transunião (Zona Leste)
- UPBUS (Zona Leste)
- Pêssego (Zona Leste)
- Allibus (Zona Leste)
- Transunião (Zona Sudeste)
- MoveBuss (Zona Leste)
- A2 Transportes (Zona Sul)
- Transwolff (Zona Sul)
- Transcap (Zona Oeste)
- Alfa Rodobus (Zona Oeste)

Rodízio de veículos e faixas de ônibus

A CET informou a suspensão do rodízio municipal de veículos em razão da greve, permitindo que placas finais 3 e 4 circulem no centro expandido.

Faixas exclusivas e corredores de ônibus foram liberados para circulação enquanto durar a greve.

Vale lembrar que o rodízio está mantido para veículos pesados (caminhões), além das outras restrições - Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) e a Zona de Máxima Restrição ao Fretamento (ZMRF).

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