Praça Princesa Isabel em São Paulo
Reprodução/TV Globo - 13.05.2022
Praça Princesa Isabel em São Paulo

Um homem de 32 anos morreu baleado nesta madrugada em São Paulo durante uma confusão entre policiais e usuários de drogas na região da Cracolândia.

A morte ocorreu na avenida Rio Branco, próximo à praça Princesa Isabel, no centro, onde a polícia realizou uma operação contra o tráfico na quarta-feira . O local foi ocupado por traficantes e usuários de droga em março, depois que eles foram obrigados a abandonar a antiga Cracolândia, que funcionava na Praça Júlio Prestes e na Rua Helvétia, a algumas quadras dali.

Moradores do entorno filmaram o tumulto desta noite e publicaram os vídeos nas redes sociais. As imagens mostram uma multidão de pessoas andando pela avenida antes de policiais armados com fuzis atirarem contra elas.

A vítima tinha 32 anos, foi baleada no tórax e chegou a ser levada numa ambulância para a Santa Casa, mas não resistiu. O homem era morador de um albergue da região, segundo informações do 77º DP, onde o caso foi registrado.

Desde a ação policial desta semana, batizada Operação Caronte, os moradores da Cracolândia se espalharam pelos bairros próximos. Um acampamento foi montado na praça Marechal Deodoro, em frente à estação de metrô homônima, debaixo do viaduto do Minhocão. Outros passaram a perambular por ruas do entorno.

O caso foi registrado como homicídio no 2º Distrito Policial (Bom Retiro) e encaminhado para o 77º DP (Santa Cecília), responsável pela área. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a Polícia Civil investiga o autor do crime.

Operação Caronte

A operação policial começou por volta de 4 horas da madrugada desta quarta-feira. Segundo balanço feito pela Polícia Civil no fim do dia, 20 pessoas foram detidas durante a operação. Cinco delas seguem presas - três foram presos em flagrante e dois deles eram alvos de mandado de prisão da Operação Carante. Um homem dos presos tem 22 anos e seu apelido é "Filé com fritas". A Polícia afirma que ele é um dos chefes do tráfico no local.

Foram apreendidos tijolos de maconha e crack e sacos de cocaína, além de lança-perfume e remédios para emagrecer. Os policiais acharam ainda dois simulacros de arma de fogo, que seriam também usados em assaltos no centro de São Paulo.

Entre os objetos recolhidos das barracas estão também documentos de terceiros, que teriam sido vítimas de furto ou roubo. Com esses documentos, diz a polícia, eram abertas contas em bancos para receber dinheiro transferidos por Pix, seja de vítimas de roubo ou golpes.

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