Bloco Minhoqueens, no Carnaval de rua, em São Paulo
Edson Lopes Jr/ Secom
Bloco Minhoqueens, no Carnaval de rua, em São Paulo


Enquanto cidades como  Rio de JaneiroSalvador já cancelaram seus carnavais de rua, a Prefeitura de São Paulo avalia uma alternativa para salvar a festa: levar o desfile dos blocos das avenidas para o Autódromo de Interlagos. A possibilidade foi revelada pelo próprio prefeito, Ricardo Nunes (MDB).


"Vamos fazer uma reunião na quinta-feira para estudar os cenários", disse o gestor à coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo. A alternativa é pensada para dar segurança à realização da festa diante da pandemia de coronavírus. O desfile das escolas de samba está confirmado no Sambódromo.


De acordo com a publicação, o desfile no autódromo possibilitaria a cobrança de comprovante de vacinação para entrada na festa, medida inviável nas ruas. Por outro lado, reduziria o evento, já que o autódromo não tem capacidade para receber os 696 blocos autorizados a circular nem as mais de 15 milhões de pessoas que acompanham o evento nas ruas.

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"Poderíamos fazer um sorteio de blocos que poderiam se apresentar em Interlagos, por exemplo", sugeriu Nunes. Ele defende a manutenção da festa porque ela gera uma movimentação financeira de R$ 2,7 bilhões. Além disso, o prefeito argumenta que a variante ômicron não agravou a situação dos hospitais públicos da cidade.


A posição de São Paulo, ainda indefinida, é igual a da maioria das capitais brasileiras . Mas cresceu o número de cidades que não vão colocar blocos na rua em 2022 . Além de Salvador e Rio de Janeiro, também cancelaram o evento as prefeituras de Fortaleza, Belo Horizonte, Campo Grande, Cuiabá, Belém e Teresina.

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