
O vereador do Rio de Janeiro Fábio Silva (Podemos) está entre os 19 presos na Operação Backbone, deflagrada nesta segunda-feira (19), pela Polícia Federal (PF). Na mesma ação, foram presos a mãe e o irmão do cantor Oruam.
O parlamentar, que estava em Londrina, no Paraná, no momento da prisão, é apontado pelas investigações como proprietário e beneficiário de um dos provedores de internet envolvidos no esquema de monopólio do serviço pelo Comando Vermelho.
Segundo a PF, integrantes armados do Comando Vermelho impediam a atuação de provedores concorrentes nos territórios controlados pela facção. Entre as práticas relatadas estão o corte de cabos, o incêndio de caixas de distribuição e a intimidação de técnicos responsáveis pela manutenção das redes.
Com a restrição à concorrência, moradores e comerciantes seriam pressionados a contratar apenas os serviços de internet autorizados pelo grupo criminoso.
Ainda conforme os investigadores, os provedores que recebem autorização para operar nessas áreas pagariam mensalmente uma espécie de taxa à facção pelo direito de prestar o serviço.
O esquema seria comandado por Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, pai de Oruam e liderança do Comando Vermelho que se utilizava de produtoras de eventos, empresas de publicidade, imóveis de alto padrão comprados com dinheiro em espécie e criptoativos para ocultar o dinheiro para chegar até a sua família.
Quem é o vereador Fábio Silva
Fábio Silva Costa foi eleito vereador do Rio de Janeiro pela primeira vez nas eleições de 2024 pelo Podemos.
Além da vida política, ele se apresenta como empresário e gestor comunitário, além de embaixador do projeto social Onda Carioca, desenvolvido no Complexo do Chapadão, na Zona Norte da cidade, que é uma das regiões apontadas pela PF por uso de provedores de internet vinculados ao Comando Vermelho.
A defesa do vereador informou que não teve acesso aos autos e que só se manifestará após consultar o processo.
Em outubro de 2025, o vereador já tinha sido alvo de uma ação do Ministério Público Eleitoral (MPE), que pediu sua cassação e inelegibilidade, por suspeita de abuso de poder econômico durante a campanha municipal.