Julgamento dos mandantes do assassinato acontece neste terça, 24, no STF
Reprodução/CAURJ
Julgamento dos mandantes do assassinato acontece neste terça, 24, no STF

A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) aumentou as penas dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, condenados pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves

Após essa decisão, Ronnie Lessa teve a sua pena ampliada de 78 anos e nove meses para 81 anos e 10 meses de prisão, enquanto Élcio Queiroz, que havia sido condenado a 59 anos e oito meses, passa a cumprir pena de 76 anos e seis meses.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que apresentou o recurso pedindo o aumento da pena, a sentença original não havia considerado circunstâncias relevantes  como: a repercussão internacional do crime, o planejamento da ação criminosa e a forma como os assassinatos foram executados, com diversos disparos em uma via pública de grande circulação.

O Ministério Público também destacou no recurso que os criminosos utilizaram um veículo clonado para cometer o crime e defendeu uma redução menor da pena referente à tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves. De acordo com o órgão, a assessora sobreviveu apenas por conseguir se abaixar dentro do carro, enquanto o corpo de Marielle Franco acabou servindo de “escudo” para os disparos.

Ronnie Lessa e Élcio Queiroz estão condenados pelo IV Tribunal do Júri da Capital, desde outubro de 2024, denunciados por duplo homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e receptação.

Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, assassinos confessos de Marielle
Reprodução/PMERJ
Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, assassinos confessos de Marielle



Relembre o caso

A vereadora do PSOL Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes foram mortos em 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro.

De acordo com a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), os irmãos Brazão planejaram o crime, porque a atividade política de Marielle atrapalhava os planos deles em áreas controladas por milícias no Rio.


Eles teriam recebido apoio do ex-delegado Rivaldo Barbosa, que comandava a Polícia Civil na época, com a obstrução das investigações. Enquanto o ex-PM Ronald Paulo Alves foi responsável por monitorar e repassar informações sobre a movimentação de Marielle.

A vereadora havia acabado de sair de uma reunião na Casa das Pretas, no Centro, quando sofreu uma emboscada.

Um Cobalt prata emparelhou com o Ágile dirigido por Anderson, em que estavam Marielle e sua assessora, Fernanda Chaves.

O atirador, armado com uma submetralhadora, disparou e matou a vereadora e o motorista. Fernanda sobreviveu, sendo atingida por estilhaços.

Somente em setembro, as investigações chegaram ao então policial militar Ronnie Lessa, apontado como o executor, e ao ex-PM Élcio de Queiroz, identificado como motorista do Cobalt usado no atentado. 

Os dois acusados foram presos um ano após o crime.

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