Jhonatan Correia Damasceno, de 32 anos, foi preso nesta sexta-feira
Reprodução - 12.06.2022
Jhonatan Correia Damasceno, de 32 anos, foi preso nesta sexta-feira

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou que Jhonatan Correia Damasceno, preso pela morte da aposentada Martha Maria Lopes Pontes, de 77 anos, e da diarista Alice Fernandes da Silva, de 51, passará por audiência de custódia neste domingo, às 13h. O pintor, que confessou ter participado do crime que deixou as duas mulheres degoladas e carbonizadas, foi levado na manhã de sábado para o presídio de Benfica, após passar a noite preso na própria Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca.

Segundo o laudo de exame de necropsia, a causa da morte de Martha e Alice foi esgorjamento — lesão profunda que atingiu a garganta das vítimas e que foi provocada por ação corto-contundente, possivelmente uma faca. Filho de Alice, o bombeiro hidráulico Diogo Felixberto Fernades da Silva, de 27 anos, contou que os pintores já haviam voltado ao apartamento outras vezes em busca de dinheiro, embora o serviço já tivesse sido quitado por Martha.

Jhonatan foi preso em flagrante por equipes da DH com apoio da CORE na favela de Acari na última sexta-feira. Ele ficará em Benfica aguardando a decisão da Justiça sobre a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva e só então ele será transferido para Bangu. Jhonatan não tinha passagem pela polícia e em depoimento na delegacia confessou ter planejado o roubo ao apartamento de Martha, mas negou ter arquitetado a morte da idosa e da diarista. O preso acusa o comparsa, Willian de Oliveira Fonseca, de ter executado as vítimas, que segundo o laudo do exame de necropsia, foram mortas por esgorjamento — lesão profunda que atingiu a garganta das vítimas e que foi provocada por ação corto-contundente, possivelmente uma faca.

Willian teve a prisão cautelar temporária decretada pela Justiça neste sábado pelos crimes de duplo latrocínio consumado, extorsão qualificada pelo concurso de pessoas e incêndio praticado em casa habitada. A juíza Luciana de Oliveira Leal Halbritter, após ouvir o Ministério Público, entendeu que a decretação da prisão temporária se fez imprescindível para as investigações, já que o suspeito foi reconhecido formalmente pelas testemunhas como autor do crime.

De acordo com a Polícia Civil, Willian Oliveira Fonseca, que está foragido, tem extensa ficha criminal com passagens por roubo e receptação, e mesmo antes do crime cometido na última quinta-feira no Flamengo, já tinha mandado de prisão preventiva em aberto. O portal dos procurados divulgou neste sábado (11), um cartaz para ajudar a Delegacia de Homicídios da Capital a obter informações que levem a localização e prisão do criminoso.

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