Martha Maria Lopes Pontes, de 77 anos, ao lado da família
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Martha Maria Lopes Pontes, de 77 anos, ao lado da família

Ao que tudo indica, os criminosos já chegaram ao endereço onde morava Martha Maria Lopes Pontes, de 77 anos, uma das vítimas encontradas degoladas no Flamengo , com um plano desenhado para obter os R$15 mil reais que roubaram da vítima. Jhonatan Correia Damasceno, preso por policiais da Delegacia de Homicídio da Capital com apoio da CORE nesta sexta-feira, aproveitou que já era conhecido no prédio por serviços prestados a moradores, para circular sem problemas pelo edifício. Imagens mostram apartamento incendiado onde idosa foi achada degolada

De acordo com a Polícia Civil, depois de realizar diligências e analisar as imagens das câmeras de segurança foi possível identificar que após ter a entrada autorizada pela própria Martha e ir até o apartamento com o comparsa, Jhonatan saiu do prédio para ir até a agência bancária mais próxima e descontar três cheques no valor de R$5 mil reais cada. Para isso, o criminoso precisou da autorização de Martha, que ameaçada pelo comparsa do pintor, identificado como Willian Oliveira Fonseca, dentro do próprio apartamento onde morava, autorizou os saques por telefone.'Uma crueldade sem tamanho', desabafa familiar de mulher encontrada degolada no Flamengo

Jhonatan então retornou para o prédio e sem qualquer problema subiu novamente para o apartamento 1202, onde Martha e a diarista Alice Fernandes da Silva estavam sendo feitas de reféns.

"Para que fossem descontados esses cheques, foi necessária a autorização da vítima, que constrangida pelo elemento que ficou no imóvel, autorizou. Ele (Jhonatan) obteve êxito no saque e ao retornar para a residência, ainda não se sabe exatamente o motivo, a dupla resolve matar as duas vítimas e incendiar o apartamento", explica Rômulo Assis, delegado da Delegacia de Homicídios da Capital.

Em depoimento prestado na DH, na Barra da Tijuca, nesta sexta-feira, funcionários da agência bancária onde foram realizados os saques ajudaram a polícia a entender a dinâmica do crime e reconheceram Jhonatan como a pessoa que foi até o banco para descontar os cheques. Jhonatan Correia Damasceno também foi ouvido e confessou o crime, porém alegou que a decisão de executar as vítimas partiu de Willian Oliveira Fonseca, comparsa dele, que já tem uma extensa passagem pela polícia e segue foragido.

Jhonatan deve responder pelo crime de latrocínio consumado com duas vítimas, por extorsão qualificada e pelo crime de incêndio, provavelmente alcançando a pena máxima que supera os 40 anos de prisão. A Polícia está investigando ainda se o preso teria tentado extorquir a vítima em outras ocasiões.

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