Alunos assustados em Escola municipal da Vila Kennedy
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Alunos assustados em Escola municipal da Vila Kennedy

Moradores da Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio, relatam um intenso tiroteio na comunidade desde o início da tarde desta terça-feira. Vídeos que circulam pelas redes sociais mostram policiais militares e um blindado da corporação circulando pela favela, em meio ao som de disparos. O confronto acontece na região conhecida como Metral.

Uma das imagens viralizadas na internet mostra o socorro a uma pessoa ensaguentada, apontada como um líder religioso local. "Olha aí o que fizeram com o pastor", diz uma voz feminina ao fundo, que continua: "Já vieram dando tiro".

O homem foi identificado como Luan Maycon Pereira Alves. Ele foi levado, em um primeiro momento, para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Keneddy, e depois transferido para o Hospital municipal Albert Schweitzer, em Realengo, também na Zona Oeste. De acordo com a Secretaria municipal de Saúde (SMS), o "o estado de saúde do paciente é estável".

Também circulam pelas redes fotos que mostram alunos abaixados em uma sala de aula da Escola Municipal Café Filho, situada dentro da comunidade. No registro, aparecem pelo menos dez crianças e adolescentes abraçados em um canto do cômodo, entre cadeiras e mesas.

A Secretaria municipal de Educação (SME) informou que, "em razão de instabilidade na região de Vila Kennedy, localizada próximo à Avenida Brasil, alguns responsáveis estão indo buscar seus filhos". A pasta afirmou, porém, que as unidades seguem em funcionamento, e que "a situação está controlada nesse momento".

"É importante lembrar que a Secretaria Municipal de Educação, em parceria com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, instituiu o Programa Acesso Mais Seguro em unidades localizadas em áreas de conflito", acrescenta o texto enviado pela SME. "O programa tem como objetivo mitigar riscos por meio de protocolos que são aplicados por professores, alunos e toda a comunidade escolar em situações de risco", prossegue a nota, que arremata: "Sempre que há uma situação de risco o protocolo é acionado".

Procurada, a Polícia Militar ainda não se pronunciou sobre o episódio.

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