Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, morreu após ser imprensada por carro alegórico
Reprodução/Twitter - 22.04.2022
Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, morreu após ser imprensada por carro alegórico

A mãe da menina Raquel Antunes da Silva, morta após sofrer acidente com um carro alegórico anteontem , passou mal ao chegar ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, na tarde desta sexta-feira. Marcela Portelinha Antunes estava acompanhada de outras três mulheres. Ao sair de um táxi, antes de passar pela entrada do hospital, ela desmaiou e foi socorrida em uma maca. Ela está grávida de três meses.

Raquel Antunes da Silva ficou imprensada entre um poste e um carro alegórico da escola Em Cima da Hora. Ela chegou a ser operada durante oito horas na unidade e teve amputada a perna direita . Após a operação, ficou em estado gravíssimo. Imagens após o acidente mostram marcas de sangue, carro alegórico arranhado e chinelos que seriam da menina.

Desde quarta-feira, familiares relatam que Marcela tem dito diversos desmaios e que estava traumatizada desde que soube que a filha perdera a perna direita no acidente. Marcela também passou mal na tarde de ontem enquanto falava com jornalistas no hospital.

A morte foi confirmada pela direção do Hospital Municipal Souza Aguiar, por meio de nota enviada pela Secretaria municipal de Saúde (SMS). O óbito aconteceu às 12h10 desta sexta.

Momentos da tragédia

Ontem, no hospital, a mãe da menina contou que a filha subiu no carro alegórico da Em Cima da Hora quando o veículo estava parado, após o desfile, na noite de quarta-feira (20). As pernas da criança foram imprensadas quando o carro estava em movimento e passava ao lado de um poste numa parte estreita da via. As duas pernas da criança ficaram dilaceradas, segundo a mãe. Durante a operação, que demorou cerca de seis horas, foi preciso amputar a perna direita.

A família estava em uma lanchonete perto da Sapucaí quando a menina se distanciou para ver os carros alegóricos e subiu em um que estava parado. Em cima do carro ficaram os dois chinelos arrebentados que seriam da menina. Além disso, a alegoria ficou destruida no local do acidente. Elementos foram quebrados e parte do forro foi arrancada.

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Muitas crianças estavam no local do acidente, o que atrapalhou o guincho do carro alegórico. Uma funcionária da Liga-RJ teve que pedir para elas se afastarem para que outro acidente não acontecesse. Duas pessoas auxiliaram o motorista do guincho a retirar a alegoria.

A menina tinha sentado no carro para tirar uma foto, segundo uma amiga da mãe dela, Daiane da Costa, de 25 anos.

"A gente estava na pracinha na Rua Frei Caneca. Compramos lanches, e ela ficou brincando com uns coleguinhas. As crianças foram andando no sentido do carro alegórico, e ela sentou para tirar uma foto. Não viram que ela estava sentada e empurraram o carro de frente pra trás, o que imprensou a perna dela no poste. Raquel ficou presa, e, quando puxaram a alegoria, ela caiu" conta Daiane.

Investigação em andamento

A Polícia Civil informa que as investigações estão em andamento. A perícia foi realizada no local e imagens de câmeras de segurança foram coletadas e estão sendo analisadas para esclarecer o fato.

A delegada Maria Aparecida Salgado Mallet, titular da 6ª DP (Cidade Nova), determinou a apreensão do carro alegórico que imprensou Raquel. O ‘Embarque no famoso 33’, da Em cima da hora, foi levado para um barracão, também na Região Portuária do Rio, e está à disposição de novas perícias complementares de profissionais do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), que o analisaram e o fotografaram e trabalham para determinar as causas do acidente. Devem ser ouvidos na delegacia o presidente administrativo da escola de samba e um auxiliar do motorista do reboque que puxava a alegoria.

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