Raquel, de 11 anos, que sofreu acidente com carro alegórico da Em Cima da Hora
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Raquel, de 11 anos, que sofreu acidente com carro alegórico da Em Cima da Hora

Em depoimento prestado na 6ª DP (Cidade Nova), o motorista José Crispim Silva Neto, coordenador de dispersão da Liga Independente do Grupo A (Liga-RJ), contou que, antes de a estudante Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, ter sido imprensada contra um poste na Rua Frei Caneca, ouviu pessoas gritando “Para o reboque, tem uma menina em cima do queijo” e “Tem criança em cima do carro”. Ele relatou ainda que a menina foi a única das cinco crianças que não conseguiu descer a tempo de o carro alegórico da Em Cima da Hora colidir e chegou a vê-la caída no chão com fraturas expostas nas pernas.

No depoimento, ao qual O GLOBO teve acesso com exclusividade, José Crispim Silva Neto contou que, por volta de 22h50, estava caminhando pela Frei Caneca ao lado esquerdo do reboque que estava puxando o carro alegórico da Em cima da hora. Ao ouvir os gritos, ele afirmou que a alegoria estava devagar e logo parou. As outras quatro crianças então desceram do carro, mas Raquel não teria conseguido e foi imprensada contra o poste.

Menina ficou gravemente ferida após acidente no Rio de Janeiro com carro alegórico
Reprodução - 21.04.2022
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José Crispim Silva Neto diz ter corrido para o lado direito do carro e depois ido chamar ajuda para a menina. Nesse momento, um coronel do Corpo de Bombeiros para um dos postos médicos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) no Sambódromo e, de lá, encaminhada ao Hospital Municipal Souza Aguiar, também no Centro do Rio.

O motorista disse ainda que é comum que diversas crianças esperem a passagem de carros alegóricos para subir e tirar fotos. Ele ressaltou que não é sua função guiar o reboque e estava no local tão somente para acompanhá-lo.

Segundo a Polícia Civil, Raquel sofreu luxação exposta no tornozelo esquerdo, fraturas expostas dos fêmures e fratura de rádio distal esquerda. Ela passou por uma cirurgia para a amputação de uma das pernas e seu estado de saúde ainda é considerado grave.

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Em nota, a Prefeitura do Rio informou que "lamenta o acidente ocorrido com a menina Raquel Antunes, de 11 anos, e se solidariza com a sua família. A Secretaria Municipal de Ordem Pública vai acompanhar as investigações da Polícia Civil sobre as causas e os responsáveis por esse acidente".

A assessoria da Em Cima da Hora afirmou que ainda não tem um posicionamento oficial e que ao longo do dia emitirá uma nota sobre o acidente. Segundo a assessoria da escola, "a agremiação está esclarecendo alguns pontos junto à Liga e às autoridades". A escola classificou o acidente como “fatalidade” e disse estar “muito consternado e se solidariza com a família”.

Já as ligas das escolas de samba do Rio de Janeiro informaram em nota conjuta que "estão abaladas e se solidarizam com a familia de Raquel Antunes. A jovem menor subiu no carro alegórico fora do sambódromo, na Rua Frei Caneca, no Estácio após deixar a área de dispersão. Prontamente, em menos de dois minutos, ela foi socorrida e levada ao Hospital Sousa Aguiar, onde foi submetida a cirurgias. Equipes das Ligas e da Escola acompanham o caso na unidade hospitalar ao lado da familia desde o primeiro instante e também colaboram com as autoridades. Nesse momento, é preciso esperar a apuração da perícia e autoridades para novos esclarecimentos".


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