O soldado Carlo Cesar Davidowicz Maspero
Reprodução - 22.03.2022
O soldado Carlo Cesar Davidowicz Maspero

Resgatado por uma equipe do 18º BPM (Jacarepaguá) na Cidade de Deus depois de ser espancado e baleado pelo menos oito vezes , o soldado Carlo Cesar Davidowicz Maspero, de 39 anos, tornou-se protagonista de uma cena que tem sido comum na comunidade da Zona Oeste. Desde outubro do ano passado, essa foi a terceira vez em que um a gente das forças de segurança de folga foi atacado por criminosos no interior da favela. Em um dos casos, a vítima morreu. Já Carlo encontra-se internado em estado grave desde a madrugada do último domingo no Hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.

O primeiro episódio ocorreu no dia 5 de outubro de 2021. Na ocasião, o corpo do policial civil Guilherme Silva Torres, de 47 anos, foi encontrado próximo a um hospital próximo. Uma testemunha contou à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) ter sido obrigada por traficantes da Cidade de Deus a transportar a vítima até o local.

O policial civil Guilherme Silva Torres, de 47 anos
Reprodução - 22.03.2022
O policial civil Guilherme Silva Torres, de 47 anos

Lotado na 4ª DP (Praça da República), o inspetor costumava voltar para casa de metrô. Ele foi visto pela última vez ao deixar o trabalho, pouco antes das 20h. Uma das hipóteses levantadas é a de que ele tenha sido sequestrado e identificado como policial, o que teria ocasionado a execução.

Pouco mais de um mês depois, na madrugada de 19 de novembro, outro policial civil foi agredido brutalmente dentro da Cidade de Deus. Aramis de Moraes D'ávila Rodrigues da Silva, de 34 anos, foi alvo de socos, tapas e chutes. Em seguida, acabou baleado nas nádegas. Acionada, a Polícia Militar socorreu o agente até um hospital próximo.

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O caso envolvendo o soldado Carlo Cesar guarda semelhanças com o de Aramis. O PM também foi espancado por bandidos na região conhecida como Karatê, no interior da Cidade de Deus. Depois, levou tiros na barriga, nas nádegas, um em cada coxa, no joelho e no pé esquerdos. Ele sofreu ainda um corte na testa.

Ao notarem a aproximação da PM, os criminosos teriam ordenado a um morador que retirasse o soldado da comunidade. A moto de Carlo Cesar e a identidade militar também foram devolvidas.

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