
Ele pode ultrapassar 1 metro de comprimento, enquanto as presas chegam a uma média de 6 a 8 centímetros. O “peixe-vampiro” foi fisgado por um pescador recentemente e chamou atenção pelo tamanho dos dentes, característica pouco conhecida de alguns desses animais aquáticos.
O Hydrolycus scomberoides também é conhecido como “payara” ou “cachorra”. Natural de águas doces, o peixe-vampiro pode ser encontrado na bacia Amazônica, especialmente no Rio Amazonas e afluentes.Os dentes são tão grandes que o animal possui uma adaptação evolutiva só para acomodá-los: dois orifícios dentro da mandíbula para ter espaço e abrigar os “caninos” quando fechar a boca.Veja no vídeo abaixo como é o peixe-vampiro:As presas são utilizadas para caçar e se alimentar. O animal as usa para prender principalmente para capturar e prender as presas, outros peixes menores do que ele. Caso ele perca as presas, possui um “estoque” com outras três para reposição.
O peixe-vampiro não representa riscos a humanos, apesar da característica, à primeira vista, perigosa.
Ocorrência na América Latina
Além das presas, principal característica, o peixe-vampiro também é diferente pelas escamas, curtas, as nadadeiras peitorais grandes para o porte do animal e uma mancha preta alongada na parte das “costas”, ou lombo do peixe.
Segundo a Universidade Nacional da Colômbia, ele pode chegar até 1,2 metros e pesas cerca de 18 quilos. Ele costuma habitar rios amazônicos entre Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.
Como o “vampiro” caça seus semelhantes?
Além das grandes presas, o peixe-vampiro possui adaptações nas nadadeiras e causa que contribuem com deslocamentos rápidos durante a caça aquática.
Ou seja, o corpo é capaz de uma movimentação rápida e explosiva. Com isso, se torna um alvo desafiador da pesca esportiva, devido à força, porte e comportamento que dificulta a atividade.