Lula no palanque com Fachin e Alcolumbre e Flávio Bolsonaro na Paulista
Reprodução/redes sociais
Lula no palanque com Fachin e Alcolumbre e Flávio Bolsonaro na Paulista

Os atos de 7 de Setembro deste ano transformaram a data cívica em mais um palco da disputa eleitoral, como já era esperado, a pouco menos de um mês das eleições. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou do desfile oficial em Brasília, reunindo autoridades dos Três Poderes, manifestações da direita em São Paulo, entre elas a do senador Flávio Bolsonaro (PL), tiveram como principais alvos o presidente e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O tradicional desfile cívico-militar da Independência do Brasil, tendo como eixos temáticos da soberania nacional, o combate ao feminicídio e a Copa do Mundo Feminina de 2027, reuniu o presidente Lula com autoridades que dominaram a pauta na última semana.

Além da primeira-dama Janja da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin, Lula estava no palanque ao lado dos presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente, Hugo Motta (Republicanos) e Davi Alcolumbre (União), do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

Também estavam presentes, entre outras autoridades, Jorge Messias, advogado-geral da União, e A ndrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, também mencionado em um relatório ligado ao Banco Master, produzido pela Polícia Federal, a pedido do ministro André Mendonça.

Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que estão no centro da crise envolvendo o STF e o caso Banco Master, não participaram.

Dos ministros de Lula, participaram José Múcio (Defesa), Leonardo Barchini (Educação), Wolney Queiroz (Previdência Social), Alexandre Padilha (Saúde), Frederico de Siqueira (Comunicações), Dario Durigan (Fazenda), Wellington Dias (Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Luiz Marinho (Trabalho) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social).

7 de setembro da direita

O 7 de Setembro ocorreu em meio à crise no STF, que passou a ocupar espaço central no discurso dos candidatos de direita. O conflito entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, envolvendo a investigação sobre o Banco Master e a divulgação de mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, foi incorporado aos atos, com críticas a Moraes e manifestações de apoio a Mendonça.

Na Avenida Paulista, em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) liderou um ato contra Lula e Moraes e em apoio ao ministro André Mendonça, em meio à crise no Supremo e à corrida eleitoral de 2026. O ato teve como mote as frases "Fora Lula, Fora Moraes", em uma reedição dos atos comandados pelo pai Jair Bolsonaro.

Comandado pelo pastor Silas Malafaia, o ato reuniu no palanque Bia Kicis (PL); Daniella Marques (Republicanos); Guilherme Derrite (PP); Valdemar Costa Neto; André do Prado (PL); Gustavo Gayer (PL); Silas Malafaia, Alfredo Gaspar (PL) e Sergio Moro (PL),


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) discursou também defendendo o mote “Fora Moraes e Fora Lula”.

O 7 de Setembro também foi usado como agenda eleitoral dos outros candidatos à Presidência. Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) participaram de atos em São Paulo; Augusto Cury (Avante) esteve no Rio de Janeiro; e Ronaldo Caiado (PSD) acompanhou as celebrações em Goiânia.

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