Jorge Luís Oliveira Pinto é apontado pela Polícia Civil como autor de ameaça contra testemunha
PCGO
Jorge Luís Oliveira Pinto é apontado pela Polícia Civil como autor de ameaça contra testemunha


Um membro da torcida organizada Esquadrão Vilanovense foi preso na tarde de terça-feira (1º), em Goiânia, suspeito de ameaçar de morte uma testemunha das investigações sobre ataques e emboscadas contra torcedores rivais.

Jorge Luís Oliveira Pinto, conhecido como “Cara de Cavalo”, também teria divulgado em grupos ligados à organizada o vídeo sigiloso do depoimento e exposto a testemunha como responsável por colaborar com as prisões da Operação Retorno Seguro, segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO).

"Esse indivíduo passou a ameaçar de morte, de forma muito veemente, essa testemunha”, afirmou o delegado Samuel Moura, do Grupo Especial de Proteção ao Torcedor (Geprot). A polícia deve investigar como o homem conseguiu acesso ao vídeo que fazia parte de um inquérito sigiloso e que o preso não estava entre os investigados naquele procedimento.

Jorge já havia sido preso em setembro de 2025, durante a Operação Bola da Vez, sob suspeita de liderar ataques e emboscadas contra torcedores rivais.

Ataque a torcedores rivais

A prisão é um desdobramento de operação que investiga uma emboscada em 15 de março, no Setor Aeroporto Sul, em Aparecida de Goiânia. Segundo as investigações, torcedores do Goiás Esporte Clube que retornavam da final do Campeonato Goiano foram interceptados por um grupo de torcedores do Vila Nova.

Imagens de câmera de segurança mostram o momento que um dos veícuilos atinge a motocicleta ocupada por um torcedor e pilotada por um motorista de aplicativo, que caem no chão. Após a queda, ainda conforme a PCGO, os ocupantes da motocicleta foram agredidos com arma de fogo e arma branca. Peças de roupa da torcida do Goiás também teriam sido roubadas e posteriormente exibidas nas redes sociais.

Na primeira fase, foram cumpridos três mandados de prisão e cinco de busca e apreensão em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Brasília. A ação teve o apoio da Polícia Civil do Distrito Federal.

A análise de celulares, veículos e outros materiais recolhidos nessa etapa levou os investigadores a identificar novos integrantes e a reunir informações sobre a estrutura e a divisão de tarefas do grupo.

Na segunda fase, a Polícia Civil cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão na Região Metropolitana de Goiânia contra investigados ligados ao 20º Comando do Esquadrão Vilanovense.

A apuração também associou integrantes do grupo a outra emboscada, ocorrida em 20 de dezembro de 2025, nas proximidades da Praça do Jacaré, no Setor Criméia Oeste, em Goiânia. Segundo a polícia, o episódio apresentava características semelhantes às do ataque registrado em março.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa do acusado. O espaço permanece aberto para manifestação.





    Compartilhar
    Comentários
    Clique aqui e deixe seu comentário!

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

    Mais Recentes