Operação mira grupo suspeito de pegar caminhonetes furtadas em Minas Gerais para desmanchar em Goiás
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Operação mira grupo suspeito de pegar caminhonetes furtadas em Minas Gerais para desmanchar em Goiás

Um esquema criminoso especializado em desmanchar caminhonetes de alto valor para a venda de peças em Goiânia foi descoberto pela Polícia Civil de Goiás, na manhã desta terça-feira (1º).  As investigações indicam que o grupo chegou a utilizar mais de 50 veículos furtados em Minas Gerais para alimentar o negócio.

Ao todo, os agentes da  Operação Código Frio cumpriram sete mandados de prisão e 13 de busca e apreensão em casas, galpões e lojas da capital goiana. A ação mobilizou mais de 50 policiais da delegacia especializada no combate a furtos e roubos de veículos.

Segundo a delegada Rafaela Azzi, as c aminhonetes de luxo eram furtadas em Minas e trazidas para Goiás com placas clonadas. Assim que chegavam a Goiânia, os veículos iam direto para galpões afastados, onde eram rapidamente desmontados para que as peças fossem colocadas à venda nas lojas da cidade. 

Em outubro do ano passado, dois homens foram autuados em flagrante, oportunidade que estavam na posse de uma caminhonete subtraída em Minas Gerais. De lá para cá, a investigação apontou que, além dessas duas pessoas responsáveis pela busca desses veículos em outros estados, havia participação de outros quatro lojistas, além de uma mulher, companheira de um dos primeiro. Rafaela Azzi, delegada da Polícia Civil de Goiás




Prisão de integrantes deu início às investigações

A partir das prisões, a polícia identificou a participação de quatro lojistas e uma mulher, companheira de um dos detidos. Conforme a apuração, os investigados exerciam diferentes funções, desde a negociação e o financimaneto das viagens até o transporte dos veículos, o demanche e a venda dos componentes.

Integrantes do grupo viajavam de ônibus para Minas Gerais, recebiam as caminhonetes e retornavam dirigindo até Goiânia. De acordo com a polícia, os trajetos e horários eram escolhidos para reduzir o risco de fiscalização.

Para ligar e transportar os veículos, eram usados módulos de ignição preparados com um “código frio”, expressão que deu nome à operação, além de chaves e placas falsas. O equipamento permitia acionar as caminhonetes mesmo sem as chaves originais.

Desmontados em Goiânia

Em Goiânia, os veículos eram levados a galpões diferentes dos estabelecimentos comerciais. Depois do desmanche, outros integrantes retiravam as peças e as encaminhavam para locais de armazenamento ou diretamente para lojas de componentes usados.

A separação entre os locais de desmontagem, armazenamento e venda, segundo a Polícia Civil, buscava dificultar a identificação da origem criminosa das peças e a ligação entre os veículos furtados e os comerciantes. Dois galpões utilizados no esquema foram localizados durante as investigações.

A delegada afirmou que três dos quatro lojistas alvos de prisão preventiva já eram conhecidos da polícia por suspeitas de envolvimento em crimes semelhantes. Para a corporação, os estabelecimentos funcionavam como fachadas para inserir no mercado peças anunciadas como usadas, mas provenientes de veículos furtados.

Os investigados poderão responder, conforme a participação atribuída a cada um, por associação criminosa, receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

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