
A análise das amostras de água coletadas no Rio Meia Ponte após o derramamento de biodiesel pode levar até duas semanas. O material foi recolhido no domingo (2) por equipes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad), que acompanha os impactos provocados pelo acidente com um caminhão-tanque.

Caminhão-tanque tomba na GO-403 e derraba biocombustível na pista
O veículo tombou na manhã de sábado (1º), nas proximidades da ponte sobre o rio, entre Goiânia e Senador Canedo. Parte do biodiesel transportado atingiu o curso d’água, o que levou à instalação de barreiras de contenção e ao início de uma operação de limpeza.
Segundo a Semad, os resultados laboratoriais serão usados para determinar a extensão da contaminação e definir se novas providências ambientais serão necessárias.
“Nós coletamos água para análise. Dependendo dos resultados, podemos tomar alguma medida nova, mas tudo depende do processo de análise. Em geral, esses exames podem levar até duas semanas”, informou a secretaria.
Barreiras foram instaladas no rio
Equipes especializadas instalaram barreiras de contenção no Rio Meia Ponte para impedir que o biodiesel avançasse pelo curso d’água. Os trabalhos também incluem a retirada do produto, a limpeza da área atingida e o gerenciamento dos resíduos gerados durante a operação.

Barreiras de contenção foram instaladas pela secretaria de Meio Ambiente
A ocorrência foi atendida inicialmente pelo Batalhão Especializado em Operações com Produtos Perigosos do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, com apoio da Polícia Militar Rodoviária e da Polícia Civil.
Por determinação da Semad, o responsável pelo transporte contratou uma empresa especializada em emergências ambientais para executar as medidas de contenção, remoção e remediação da área.
Durante a vistoria realizada no domingo, técnicos da secretaria acompanharam os serviços e verificaram os procedimentos utilizados na limpeza do local.